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Energia elétrica08/01/2018 | 04h00Atualizada em 08/01/2018 | 04h00

Tarifa branca: saiba como avaliar se a nova opção é vantajosa

Antes de aderir às taxas diferenciadas, clientes precisam conhecer o próprio consumo 

Tarifa branca: saiba como avaliar se a nova opção é vantajosa Tadeu Vilani/Agencia RBS
O comerciante Roberto Serafim de Souza irá estudar se mudança vale a pena Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Desde o primeiro dia de janeiro, os consumidores brasileiros contam com uma opção que promete gerar economia na conta de luz. Trata-se da tarifa branca de energia, uma novidade que oferece luz mais barata em horários que fogem daqueles de pico tradicional, quando o consumo é intenso. A opção é oferecida aos consumidores localizados em áreas atendidas em baixa tensão (127V, 220V, 380V ou 440V). Quem não quiser adotá-la, segue pagando a conta de luz atual, sem alteração.

Por enquanto, essa tarifa pode ser adotada por quem gasta acima de 500kw/hora por mês, um consumo mais característico de pequenos comércios (lojas, mercados, farmácias, padarias, entre outros). Em 2019, deverão ser atendidas unidades com consumo médio superior a 250 kWh/mês e, em 2020, a tarifa branca estará disponível para qualquer consumo.

Mas não se trata de garantia de conta de luz mais barata. Na verdade, a fatura pode ficar mais cara. Isso porque o consumidor precisa usar a energia nos períodos de menor demanda, como manhã e tarde. Nos dias úteis, a tarifa branca terá três faixas de horário: ponta, intermediário e fora de ponta. 

Quanto mais o consumidor deslocar o consumo para o período fora de ponta, maior o é desconto na conta. Mas se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário, a luz ficará mais cara do que a tarifa convencional paga atualmente.

— No caso da CEEE, o cliente que adotar a tarifa branca, entre 22h e 17h, terá redução em relação à tarifa convencional. É o nosso horário fora de ponta. Das 17h às 18h e das 21h às 22h, no horário intermediário, a tarifa fica um pouco maior do que a convencional. E das 18h às 21h, horário de ponta, a tarifa fica mais cara, quase o o dobro — alerta o diretor de Distribuição do Grupo CEEE, Júlio Elói Hofer.

Cada distribuidora define qual é o horário de ponta, intermediário e fora de ponta dos seus consumidores. Mas em feriados nacionais e fins de semana, a tarifa será sempre a fora de ponta, mais barata, para todas as companhias de energia. Para a RGE e RGE Sul, o horário de ponta é das 19h às 22h, o intermediário vai das 22h às 23h30min, e os demais horários são fora de ponta. O desconto e o acréscimo para essas faixas não foram divulgados pela concessionária.

A Aneel reforça que a adesão privilegia quem tem flexibilidade para consumir mais durante o dia e reduzir à noite. Quando não houver a possibilidade de concentrar o consumo fora do horário de ponta, o novo modelo não será vantajoso. Antes de optar, é preciso uma análise do perfil de consumo e dos hábitos ao longo do dia.

Novidade a ser avaliada com cautela

O comerciante Roberto Serafim de Souza, 37 anos, promete avaliar com muita calma a possibilidade de migrar para a tarifa branca em 2018. Proprietário de um pequeno mercado no bairro Medianeira, zona leste de Porto Alegre, ele está no grupo de consumidores de baixa tensão que pode adotar a cobrança neste ano. Seu consumo médio está na casa de 5 mil kw/h por mês, e a conta alcança até R$ 5 mil nos meses de verão. Os vilões desse gasto são os refrigeradores.

— Gasta muito mais no verão, abre-se os refrigeradores mais vezes, ar quente entra, e o motor sempre fica trabalhando. No inverno, a conta fica em uns R$ 3 mil — diz ele.

Mas baixar essa conta não é uma certeza com a tarifa branca. Porque, se até 17h o consumo tem desconto de 15%, também é verdade que, dessa hora em diante, o consumo fica entre 22% e 88% mais caro. É aí que Roberto coça o queixo e faz contas de cabeça.

— Pois é, mas o que mais gasta luz aqui são os refrigeradores e congeladores. Só que eu não tenho como desligar eles depois das 17h, nem pensar. Têm de ficar 24 horas ligados. Aí, pode ficar mais cara essa luz pra mim, né? Ou até a mesma coisa. Não sei se vale a pena, não.

O comerciante não descarta de pronto adotar a tarifa. A partir de agora, promete colocar o consumo na ponta do lápis e comparar quanto gasta hoje e quanto seria com a nova modalidade. 

O PREÇO DA LUZ NO RS

CEEE*

Tarifa convencional:  R$ 0,50 por Kw/h
Fora de ponta, das 22h as 17h, com redução de 15% em relação à tarifa convencional: R$ 0,42 por Kw/h
Intermediário: das 17h às 18h e das 21h às 22h, com aumento de 22% em relação à tarifa convencional: R$ 0,61 por Kw/h
Ponta, das 18h às 21h, com aumento  de 88% na tarifa convencional: R$ 0,94 por Kw/h

* Valores sem impostos e taxa de iluminação pública


RGE e RGE Sul*

Fora de ponta: das 23h30min às 19h
Intermediário: das 22h às 23h30min
Ponta: das 19h às 22h

*Os percentuais de desconto e aumento não foram divulgados pela concessionária. Simulações estão disponíveis aos clientes nos sites da  RGE  (simulação somente para clientes, acesso pelo navegador Explorer) e  RGE Sul (simulação também para não clientes).

Mais informações

- CEEE: 0800-721-2333 ou neste site.
- RGE:
0800-970-0900 ou neste site.
- RGE Sul: 0800-707-7272 ou neste site.


 
 
 
 
 
 
 
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