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Investimentos06/03/2018 | 07h00Atualizada em 06/03/2018 | 07h02

Saiba como calcular o ganho com a caderneta de poupança

Investimento voltou a ser atraente com a queda da Taxa Básica de Juros e é o preferido de 85% dos brasileiros que têm dinheiro guardado 

A caderneta de poupança voltou a emparelhar o rendimento com outras aplicações de renda fixa em razão da queda da Taxa Básica de Juros. Isso por que a redução do Juro Básico podou boa parte do ganho com outras aplicações populares, como CDBs e fundos oferecidos nos bancos. Conforme a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), 85% dos brasileiros que têm dinheiro guardado recorrem à poupança. E de cada R$ 10 poupados, R$ 4 estão na Caderneta.

Mas você conhece as regras para rendimento desse tipo de investimento? Ao contrário do que algumas pessoas pensam, ele não é sempre o mesmo. Desde 2012, a rentabilidade depende da taxa básica de juros, a Selic. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança é de 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a variação da Taxa Referencial (TR), atualizada diariamente pelo Banco Central. Entretanto, se a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos, como atualmente, a poupança irá render 70% da Selic mais a TR. 

Hoje, com a Selic em 6,75%, a poupança rende 4,73% ao ano, mais TR, que tem tido variação perto de zero. É uma rentabilidade líquida semelhante a outras da renda fixa oferecida aos pequenos investidores — com a vantagem de ser mais fácil para aplicação e saque. E, em tempos de inflação sob controle, é a garantia de que o dinheiro guardado não perderá poder de compra.

— Se o dinheiro está parado na conta corrente, sem muita complicação, é possível transferi-lo para a poupança. Assim, o consumidor consegue uma rentabilidade que, apesar de pequena, é maior do que do zero — explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Apesar da praticidade, alguns pontos contam contra a caderneta. Principalmente para aqueles que têm objetivos de longo prazo e podem guardar um pouco mais de dinheiro, há disponíveis modalidades de investimentos mais lucrativas, e sem grandes riscos. Os bancos costumam oferecer bons rendimentos para quem mantém mais de R$ 50 mil aplicados por um prazo superior a 18 meses, na casa de 7% ao ano. E, mesmo que estes tenham descontos do Imposto de Renda, acabam sendo mais vantajosos do que a poupança. 

— A poupança é um método que deve ser utilizado principalmente como forma de acesso para outros tipos de investimento, não de forma permanente — afirma o economista especializado em investimentos pessoais Pedro Afonso Coelho.

Confira, abaixo, mais detalhes sobre como funciona esse tipo de investimento, tão popular entre os brasileiros.


Qual o rendimento da Poupança?


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A rentabilidade depende da taxa básica de juros, a Selic.
- Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança é de 0,5% ao mês, mais a variação da Taxa Referencial (TR). Portanto, o rendimento anual passa de 6,17%.
- Se a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos, a poupança irá render 70% da Selic mais a TR. - Hoje, com a Selic em 6,75%, a Poupança rende 4,73% ao ano, mais TR, que tem tido variação perto de zero.
- Como não tem incidência de Imposto de Renda e nem cobrança de taxas bancária, este acaba sendo o valor líquido.


Em qual momento o dinheiro é corrigido?


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Para que haja o rendimento, é necessário aguardar o mês inteiro. Ou seja, esta é uma diferença da poupança para outras aplicações que fracionam sua valorização mensal ao longo dos dias.
- A correção do valor guardado ocorre sempre na data de aniversário de cada depósito. Ou seja, cada depósito possui um aniversário exatamente igual ao dia em que ele foi realizado, e se valoriza em tal data.
- Por exemplo, se fizer uma aplicação no dia 10 de março e outra em 20 de março, a primeira terá rendimento no próximo dia 10 enquanto a segunda, no próximo dia 20.
- Se o aniversário cair em um fim de semana ou feriado, o rendimento é creditado apenas no próximo dia útil.
- A regra também é diferente se o primeiro depósito ocorrer nos dias 29, 30 e 31. Neste caso, o aniversário será no dia 1º.
- Se uma mesma poupança tiver vários depósitos, os aniversários também serão em diferentes datas. E, no momento do saque, o banco debitará os valores correspondentes às datas que já tiverem feito aniversário naquele mês.
- A regra do aniversário não deixa de ser um risco: se você fizer um resgate um dia antes, por exemplo, abrirá mão do rendimento completo daquele mês.

FONTE: Banco Central do Brasil



 

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