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Benefício revisado12/04/2018 | 14h09Atualizada em 12/04/2018 | 14h22

Pente-fino do INSS: mais 13,3 mil gaúchos são convocados para revisão de benefícios

Dos 10,4 mil chamados no RS em março, apenas 1,2 mil agendaram as perícias até o momento


*** Ricardo D. > Segurança INSS 1 ***Segurança reforçada em agência da Previdência Social INSS do Partenon
Instituto realiza pente-finoFoto: Ricardo Duarte / Agencia RBS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocou, nesta quinta-feira (12), 13,3 mil pessoas no Rio Grande do Sul para que agendem perícias de revisão dos benefícios por auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Do total, 8 mil são pessoas aposentadas por invalidez e 5.372 beneficiários de auxílio-doença. Em todo o país, o chamamento desta quinta (12) atinge 152,2 mil pessoas. 

Os convocados são beneficiários não encontrados por problemas no endereço e quem já recebeu a carta, mas não agendou a perícia no prazo determinado. A lista com os convocados está disponível no Diário Oficial da União desta quarta (12) - na seção 3 entre as páginas 108 e 506  - ou no site do MDS (download aqui). Quem foi convocado tem até 4 de maio para agendar a perícia pelo telefone 135.

Caso a perícia não seja agendada, o pagamento ficará suspenso até o convocado regularizar a situação. A partir da suspensão, o beneficiário tem outros 60 dias para marcar o exame. Se não procurar o INSS neste prazo, o benefício será cancelado.

Convocação de março tem adesão de 12,2%

Em março, foi realizada uma convocação semelhante, atingindo 10,4 mil beneficiários do Rio Grande do Sul (7.332 de auxílio-doença e 3.074 de aposentadoria por invalidez). Até o dia 10 deste mês, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), apenas 1.271 (906 de auxílio-doença e 365 de aposentadoria por invalidez) agendaram as perícias, o que corresponde a 12,2% dos convocados. O prazo para eles se apresentarem termina na sexta-feira (13).

Agende a perícia

Se o seu nome estiver na lista, é preciso ligar para a Central de Atendimento do INSS, no telefone 135 para agendar a revisão. O atendimento é das 7h às 22h.

Marque na agenda
- A data marcada deve ser rigorosamente respeitada. Do contrário, o benefício é suspenso.
- Caso se encontre internado ou doente e não puder comparecer à perícia, deverá pedir a uma pessoa de confiança que informe, em uma agência do INSS, sobre o impedimento o quanto antes.
- Se faltar sem apresentar justificativa, o benefício será suspenso até que uma nova perícia seja agendada e realizada.
- É necessário que esse representante apresente, na ocasião, a identidade do segurado e um documento que comprove o impedimento.

Organize a documentação
- Organize-se para evitar risco de perda injusta do benefício.
- Use uma pasta para colocar todos os documentos necessários na revisão, como atestados, laudos, receitas de medicamentos e exames desde a concessão do auxílio.
- Não deixe nada de fora, laudos anteriores também devem ser incorporados na documentação porque ajudam a mostrar ao perito que o problema é antigo.
- O médico perito vai analisar os documentos originais. Mas leve cópias para o caso de ser necessário que algum laudo fique no INSS.

Na perícia
- O médico perito irá questionar do segurado a sua condição passada, que originou a concessão do auxílio, e a atual, que vai definir a manutenção ou não do benefício.
- Outra ferramenta para tirar uma conclusão do caso será realizar um exame de acordo com o caso do segurado.
- Junto com isso, o perito avaliará a documentação levada e vai conferir se os exames, laudos e receitas médicas comprovam a situação.

Consulta médica antes da perícia
- Antes da perícia, pode ser útil ir a um médico e solicitar um laudo atualizado que indique a doença incapacitante para o trabalho.
- Mas um auxílio-doença pago há três anos, por exemplo, precisa de laudos que justifiquem esse benefício desde o início.
- Por isso, o laudo atual é melhor aliado se o segurado tiver laudos anteriores indicando a doença.

Discordância do resultado
- Caso não concorde com o resultado da perícia, o segurado pode recorrer junto ao próprio INSS ou à Justiça.

 

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