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Viagem em pontos15/05/2018 | 13h52Atualizada em 28/08/2018 | 14h08

Saiba como aproveitar melhor os programas de milhagem

Consumidores precisam de paciência e foco para aproveitar pontos que podem render passagens aéreas, diárias em hotéis e outros benefícios

Saiba como aproveitar melhor os programas de milhagem /
Na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, a professora Rita Lopes este em novembro graças à milhagem

Primeiro, é preciso ter disciplina e organização. Logo depois, um pouco de paciência. E pronto, estão reunidas os qualidades para se aproveitar ao máximo os programas de milhagem que podem proporcionar a grata surpresa de não ter de colocar a mão no bolso para pagar uma passagem de avião. Caso você não esteja por dentro, é bom ficar ligado nessa possibilidade. 

Trata-se de um benefício que vem por meio das milhas acumuladas em programas de fidelidade ligados a companhias aéreas. Conforme o advogado e criador do site Mestre das Milhas, Eloy da Fonseca Neto, os atuais programas, apesar do nome, operam com pontos acumulados. 

– Antes, você recebia uma milha por distância voada. Atualmente, nenhum programa considera as milhas voadas e, sim, valores convertidos em pontos. A remuneração varia entre os programas, mas fica sendo algo do tipo dois pontos por R$ 1 gasto. E se você tiver status elite no programa. pode receber mais pontos – explica ele.

Cuidado com as armadilhas

Nos programas de milhas, predomina a flexibilidade. Ou seja, uma passagem pode custar 35 mil pontos hoje e, amanhã, saltar para 70 mil pontos. E a milha de cada programa tem um valor diferente. Por isso, o alerta é para o viajante somente transferir os pontos para o programa se for fazer uso imediato deles.

– Isso porque os programas brasileiros costumam fazer promoção de bônus e, em seguida, cobram mais pelo resgate desvalorizando assim os pontos. Isso não é uma ciência exata, esses valores podem variar para mais ou menos, a depender das condições do mercado – alerta Neto.

Fora isso, o melhor procedimento para fazer render a milhagem é tentar jogar todos os pontos em compras e viagens em um programa. Caso você tenha 10 mil pontos em quatro programas, não consegue fazer nada. Mas 40 mil pontos em apenas um fica considerável para um bom resgate, orienta o especialista.

Duas viagens por ano, pelo menos

Há pelo menos cinco anos, a professora Rita de Cassia Miranda Lopes, 52 anos, aproveita programas de milhagem para viajar. Sem colocar a mão no bolso para as passagens, ela faz, pelo menos, duas viagens nacionais por ano com a pontuação acumulada e trocada.

– Em março, já garanti passagens para São Paulo, vou viajar em agosto. Uso direto o meu programa de milhagem, acabo tendo de explicar para todo mundo o que é, muita gente acostumada a viajar nem sabe – conta.

Segundo ela, a receita é simples: usar o cartão de crédito parceiro do seu programa no maior número de transações possível. Quando alcança pontuação suficiente, aciona a operadora do cartão e autoriza a migração de pontos. Aí, é ficar atenta ao sites das companhias áreas para os preços das passagens, principalmente quando já tem um destino definido. Um monitoramento que precisa ser constante.

– Vou pesquisando as passagens de acordo com o destino que eu procuro, ou, ainda, conforme o lugar onde não tenha ido ainda. Eu sou muito organizada. Por exemplo, passo os pontos para o programa e compro as passagens no site depois da meia-noite. É mais fácil porque os sites não estão carregados – aconselha.
 

O que saber para aproveitar as milhagens

Como funciona

– Trata-se de trocar pontos acumulados em compras por milhas. Quanto mais milhas, mais longe se consegue ir. Há diferentes programas que possibilitam essa troca.
– Os quatro principais programas no Brasil são o Smiles (da Gol), o Multiplus (da Latam), o Amigo (da Avianca) e o TudoAzul (da Azul). Há ainda o Livelo, que não é ligado diretamente a companhias.
– As empresas aéreas ganham com a fidelização do passageiro. Quanto mais se viaja com a companhia, mais milhas são agregadas.

Inscrição

– Quem deseja acumular milhas para conseguir trocá-las por passagens precisa se inscrever pelos sites oficiais de cada programa. O processo é rápido, pouco burocrático e não tem custo, exigindo e-mail, CPF, RG, endereço, telefones e a criação de uma senha.
– Sem o cadastro, não será possível acumular e resgatar pontos. 

Dica: faça, de qualquer forma, o cadastro em todos os programas, são gratuitos: Smiles, Multiplus, Amigo, TudoAzul e Livelo.

Para acumular

– Confira se o cartão de crédito que você tem (ou pretende ter), além do seu banco (atual ou futuro), é parceiro do programa desejado. Isso é fundamental para acumular mais pontos.
– Com isso, é possível juntar milhas até abastecendo o carro em postos de gasolina.
– Sabendo qual é o programa com potencial de lhe render mais pontos (por causa da parceria com seu cartão ou banco), tente concentrar seus gastos para ele.

Cartão de crédito

– É a forma de pagamento principal para se acumular pontos. Geralmente, o usuário já acumula pontos dentro do programa de fidelidade do banco. Na fatura e no site da empresa, é possível conferir quantos pontos já se juntou.
– Claro, também se acumulam milhas voando e comprando em lojas parceiras do programa.
– Quando se atinge determinada pontuação, que varia de acordo com cada programa, o cliente autoriza a transferências dos pontos acumulados no cartão pelos respectivos sites. 

Alerta: Mas cuidado com as finanças. Acumular pontos e não pagar a fatura cheia na data do vencimento é jogar no lixo qualquer vantagem. Os juros do cartão são altíssimos.

Qual o melhor programa

– Não existe o melhor dos programas, mas o melhor para determinado perfil de consumidor. Recomenda-se uma análise do tipo de gasto para se poder escolher. A partir daí, alinhe seu comportamento para o seu programa de milhagem.

Exemplo: se você voa de Latam, tem de enviar os pontos para a Multiplus. Sempre que houver promoção de pontos online, deve comprar no portal da Multiplus, além de reservar carros e hotel pelo mesmo portal, sempre procurando as parceiras da Multiplus para maximizar os pontos.

Com clube de milhas, atenção

– Nessa modalidade de clube, se paga uma assinatura mensal para receber milhas e mais alguns benefícios. Caso o participante não tenha experiência, pode acabar trocando os pontos por algo de menor valor. É preciso atenção e avaliação.

O que não fazer: ser participante de um clube, gastar R$ 1 mil, acumular 40 mil milhas e as usar para viajar no Brasil, quando a passagem paga para o mesmo destino custa menos de R$ 1 mil.

Há armadilhas

– A principal é a mudança repentina de regras. A companhia faz uma promoção de bônus no seu programa de milhagem, e uma semana depois muda a tabela, desvalorizando o valor das milhas. Resultado: a promoção de nada adiantou.
– É sempre bom ficar atento e somente transferir pontos do cartão de crédito para o programa se você for fazer uso imediato deles.

Valores e conversões

– A remuneração varia entre os programas, mas fica sendo algo perto de 2 pontos por R$ 1 gasto. Caso o cliente tenha status elite no programa, pode receber mais pontos.

Atenção às promoções

– Fique atento, diariamente, aos sites dos serviços. As redes sociais também são uma boa fonte de informação, além dos e-mails enviados pelas empresas.
– Mesmo que você não esteja planejando uma viagem, vale a pena ficar de olho nas promoções para ter um parâmetro de quando realmente uma passagem está barata.

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