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Reforço financeiro24/07/2018 | 16h34Atualizada em 24/07/2018 | 16h34

Restituição do IR, abono salarial, adiantamento do 13º: o que fazer com o dinheiro extra

Dinheiro na conta, antes de virar consumo imediato, deve ser usado para aliviar o orçamento nos meses seguintes

Restituição do IR, abono salarial, adiantamento do 13º: o que fazer com o dinheiro extra Receita Federal/Divulgação
Prioridade é eliminar dívidas Foto: Receita Federal / Divulgação

Muitas pessoas com as contas no aperto estão recebendo um alívio neste mês. A Receita Federal liberou, no último dia 16, R$ 5 bilhões a 3,3 milhões de contribuintes, relativos ao pagamento do segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2018. Outra grana extra estará à disposição de beneficiários do Abono Salarial PIS/Pasep na próxima quinta-feira (26), tanto para o calendário 2017 quanto para valores que não foram sacados no calendário 2016. Serão beneficiados 98 mil gaúchos.

E a safra de boas notícias não termina aí: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou que pagará, já em agosto, a primeira parcela do 13º salário a aposentados e pensionistas.

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Consultores financeiros são unânimes: o dinheiro extra na conta, antes de virar um produto, uma refeição cara fora de casa ou um pacote de viagem, deve ser usado para aliviar o orçamento nos meses seguintes. Isso significa se livrar se dívidas em atraso e antecipar parcelas de contas que ainda irão vencer. 

—  Caso esteja endividado, é preciso saber exatamente o que se deve e para quem, dando prioridade às dívidas que possuem os maiores juros. Então, conversar com o credor e tentar renegociar, para conseguir melhores condições de pagamento — sugere Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente do Instituto Dsop.

Quem tem um orçamento mais equilibrado pode usar uma parte do valor adicional para antecipar parcelas que venceriam mais adiante, abatendo juros. Por outro lado, quem tem um orçamento relativamente folgado pode buscar investimentos, fazendo o valor adicional crescer ao longo do tempo. 

— Neste caso, o investidor deve avaliar se poupa para o curto prazo, ou seja, para um gasto até o final do ano, como pagar uma conta ou fazer uma viagem, ou para longo prazo, usando este dinheiro para reforçar a previdência privada, por exemplo — orienta Claudio Pires, diretor de Investimentos da Mongeral Aegon. 


O que fazer com o dinheiro extra

Quem está com contas em atraso
Caso o reforço no orçamento seja inferior ao total de dívidas vencidas, será importante o devedor selecionar aquelas com os juros mais altos (e que crescem mais rapidamente) ou as que o privem de serviços essenciais, como água ou luz. E, então, entrar em contato com os credores para renegociar quitação à vista, com desconto. Se o valor puder abater toda dívida, melhor pagar tudo de uma vez só.

Quem tem dívidas, mas que estejam em dia
O dinheiro extra, neste caso, poderá eliminar um peso no orçamento, com o endividado negociando o pagamento antecipado de carnês e parcelamentos. Quem tem um financiamento de carro ou imóvel pode usar o dinheiro extra para abater algumas prestações e juros. Isto é feito entrando em contato diretamente com o credor e pedindo um recálculo da dívida. 

Quem está com as contas equilibradas
Esta pode ser a oportunidade para fazer aquele reparo na casa, mandar para o conserto algum eletrodoméstico ou comprar algo à vista, fugindo do parcelamento. É importante, para quem está bem organizada no orçamento, guardar uma parte do dinheiro para emergências. Neste caso, uma boa opção é a caderneta de poupança, em que se pode sacar o valor aplicado a qualquer momento, sem burocracia. 

Quem está com folga no orçamento
Para quem não tem dívidas e costuma manter a conta bem recheada ao longo do mês, especialistas em finanças pessoais sugerem repartir o dinheiro extra em duas partes: uma para pagar à vista e com desconto algum serviço, como passeio ou viagem que esteja interessado, e outra para investir. Neste caso, caberá ao investidor escolher entre opções de prazo mais curto e que tenham menor risco, como poupança e fundos de renda fixa, ou de longo prazo, como Títulos do Tesouro ou reforço na previdência privada. 

Fonte: Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente do Instituto Dsop, e Claudio Pires, diretor de Investimentos da Mongeral Aegon.










 
 
 
 
 
 
 
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