Carnaval
A tradição encontra o samba na Embaixadores do Ritmo
Escola traz para a avenida o enredo Não Me Perguntes Onde Fica o Alegrete

Uma festa tão democrática como o Carnaval não tem lugar apenas para o samba. É por isso que a Embaixadores do Ritmo trará para a avenida uma mistura que promete encantar o público. É a tradição gaúcha que vai casar com o samba, no enredo Não Me Perguntes Onde Fica o Alegrete.
E quem não poderia ficar de fora dessa homenagem são Os Fagundes, autores do consagrado Canto Alegretense. Para dar uma perfeita dimensão dessa mistura, Ernesto Fagundes virá à frente da bateria tocando bombo leguero. Também estarão presentes ao longo do desfile diversos grupos tradicionalistas da cidade, realizando coreografias.
- Estamos juntando as duas manifestações mais populares do Estado. Será uma mistura bem legal - aposta o artista plástico Luciano Braga, autor da sinopse do enredo e responsável pelos figurinos.
Ele divide o posto de carnavalesco da escola com o também artista plástico Jonessy Nunes, que está responsável pela confecção dos carros alegóricos. O abre-alas trará, além dos símbolos da escola, o brasão da cidade homenageada.
Já a segunda alegoria vai representar o Rio Ibirapuitã e Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Alegrete. O terceiro carro fará uma alusão aos bombos legueros, seguido da alegoria que retrata a vida no campo.
Galpão Crioulo estará na avenida
E para encerrar a apresentação da Embaixadores, o Galpão Crioulo estará presente na avenida. No total, serão 15 alas e cerca de 1,2 mil integrantes.
- O desfile é uma peça teatral ao ar livre. Atrás daquilo que se está fazendo, há o sentimento de uma comunidade inteira. É um trabalho emotivo - define Jonessy Nunes.
O samba-enredo
Não Me Perguntes Onde Fica o Alegrete
Compositores: Vinícius Maroni, Vinícius Brito, Fábio Santiago e Saimon
Vai bombo leguero
Couro e madeira, tambor guerreiro
Embaixador faz o tempero
Tão gauchesco... Tão brasileiro
Eu sei que não vou morrer
Meu coração galopante
Eternizou a história
Escrita num pago distante
Qualquer guri vai achar...
As marcas da peleia neste chão
Fé e fogo no rincão
Campeando a fronteira
Altaneira, querência guerreira
Destemida, se fez capital
E o sangue derramado na trincheira
Estampa a glória na manchete do jornal
Vou de pala pra coxilha, vou tocar minha vida
É a lida que me guia no campo a sonhar
Este sonho que me leva
Pra fazer minhas tropa desfilar
Solito neste solo verdejante
Se perde no horizonte meu olhar
Floresce nesta terra a todo instante
Riquezas que iluminam o meu lar...
...e as ruas onde o povo vai passar
Vai cavalgar e vai sambar
Na terra que eu amei desde guri
Guris como João, Osvaldo e Celestino
Passarão na avenida e o Mário passarinho
Voa seguindo o rumo do próprio coração
No sangue tem a alma e as origens do galpão
Abençoa a família
E o canto dos ginetes
Conceição Aparecida
Ilumina o Alegrete
Ficha técnica
Fundação: 11 de fevereiro de 1950
Símbolo: ursos polares, cartola com luva e bengala
Cores: vermelho e branco
Presidente: Gustavo Giró
Carnavalescos: Luciano Braga e Jonessy Nunes
Intérprete: Farelo
Mestre de bateria: Joubert
Mestre-sala e porta-bandeira: Robson e Nathiely