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Paralisação na Capital

Garagem da Carris é desbloqueada e ônibus começam a rodar em Porto Alegre

Manifestação de rodoviários afetou o transporte coletivo até as 9h

24/05/2013 - 09h11min

Atualizada em: 24/05/2013 - 09h11min


Liberação de coletivos começou somente depois das 9h

Até as 9h desta sexta-feira, um protesto de rodoviários da empresa Carris, a maior companhia de transporte coletivo de Porto Alegre, bloqueou a saída dos ônibus da garagem. A manifestação começo por volta das 4h30min.



Segundo Alceu Weber, presidente da comissão de negociação que organiza o movimento, os trabalhadores estão livres para deixar o piquete montado em frente à companhia.

- Quem quiser sair, está liberado, mas sabemos de ônibus que já estão sendo depredados por passageiros irritados. Não tiro a razão dessas pessoas, mas temos que defender a nossa categora.

A Brigada Militar atuou no local, inclusive com o Pelotão de Choque, para garantir a segurança no local. Até o final da manhã a comissão deve se reunir com o prefeito em exercício, Sebastião Melo, e o presidente da empresa, Sérgio Zimmermmann.



Os rodoviários ficaram paralisados em frente aos portões da Rua Albion, na Zona Leste, para negociar uma pauta que, entre outros pontos, reivindicava: o fim da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança por parte de motoristas e cobradores, o andamento de processo judicial contra o sindicato da categoria e uma política velada de demissões de rodoviários desde o recuo no aumento da tarifa.

- Estão atribuindo o prejuízo na Carris por culpa da tarifa, mas na verdade o problema é a má administração. Funcionários com mais de 20 anos de carreira não recebem aumento - justifica Weber.

A respeito do uso do cinto de segurança, ele afirma que estão procurando o Ministério Público a fim de firmar um Termo de Ajustamento de Comportamento (TAC), para que a categoria não seja prejudicada.

Sobre o ponto mais polêmico na pauta dos manifestantes, segundo Weber, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que motorista e passageiros utilizem o dispositivo nas viagens. Porém, conforme o comando da paralisação, diversos usuários que tomam os ônibus em pé não cumprem a determinação.

- Se o passageiro que está em pé não precisa usar o cinto, motorista e cobrador também não necessitam. Tem que valer igual para todos. Pela lógica, então não deveria ter passageiros em pé nos ônibus - diz Weber.

O artifício de proteção dos ocupantes de veículos dificultaria também a mobilidade dos motoristas dos ônibus da Carris, afirma o presidente da comissão. Segundo ele, sentado no banco, o condutor não tem acesso a todos os dispositivos de operação dos coletivos. O presidente da companhia, Sérgio Zimmermann, classifica como absurdas as reivindicações.

- Como não vão usar cinto de segurança se é uma lei federal? - questionou Zimmermann em entrevista à Rádio Gaúcha.

Zimmermann rebate os manifestantes garantindo que a intenção da Carris é comprar os 0,03% pertencentes à iniciativa privada para tornar a empresa efetivamente pública. Ele confirma que seis dos 356 veículos da companhia conseguiram sair às ruas nas primeiras horas de hoje.


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