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Opinião

Humberto Trezzi: piratas da areia na mira

Repórter de Zero Hora, que participou de reportagem sobre a mineração criminosa no Rio Jacuí, comenta decisão da Justiça Federal divulgada nesta quarta-feira

15/05/2013 - 20h44min

Atualizada em: 15/05/2013 - 20h44min


Humberto Trezzi / Brasília
Humberto Trezzi / Brasília
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Pode ser mera coincidência, mas é curioso que, duas semanas após uma grande operação da Polícia Federal contra crimes no meio ambiente - entre eles, facilitação da concessão de licenças para mineração no Guaíba - a Justiça Federal decida proibir a extração de areia no Rio Jacuí, um dos formadores do estuário guaibense. É que empresas que são investigadas na Operação Concutare, desencadeada pela PF em abril, também tiveram agora vetada a permissão para minerar no Jacuí.

A ação civil pública que resultou na liminar proibindo a mineração no Jacuí, nesta quarta-feira, é de 2006. Um antigo minerador, Ilgo Koppling, foi quem deu impulso ao processo, denunciando a devastação provocada pela extração de areia naquele que é um dos maiores rios gaúchos. Em 2007 Zero Hora seguiu a trilha da destruição e, por meio de fotos, vídeos e depoimentos, flagrou dragas extraindo minério de forma criminosa em meio às praias da Região Metropolitana.

O trabalho resultou na série Piratas de Areia, com a qual ZH comprovou a destruição de 33 praias, 10 pontais e a derrubada de 42 mil árvores que vicejavam às margens do Jacuí. A decisão judicial é temporária e traz boas e não tão boas consequências. O lado positivo é que pode interromper o saque de áreas que deveriam estar protegidas. O ruim é que o preço da areia para construção civil vai subir de imediato, não tenha dúvida.


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