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Rolezinho S.A.26/01/2014 | 20h57

Evento de jovens da periferia foi realizado para reunir músicos

Cerca de 150 jovens se encontraram no Parque Germânia, em Porto Alegre

Evento de jovens da periferia foi realizado para reunir músicos Cláudio Rabin/Agencia RBS
Encontro de funkeiros e admiradores no parque Germânia, em Porto Alegre Foto: Cláudio Rabin / Agencia RBS

Nem bagunça nem causa social: o rolezinho que aconteceu na tarde deste domingo no parque Germânia, em Porto Alegre, foi um pequeno empreendimento.

Como nos casos anteriores, o "rolê" foi combinado em um evento do Facebook. Dessa vez, contudo, a ideia partiu da FSC Produções, empresa responsável por encontrar e assessorar novos talentos do funk gaúcho.

A preocupação de que os jovens entrassem em bloco em algum shopping center das proximidades levou a um patrulhamento ostensivo da Brigada Militar no entorno da região. Mas as cerca de 150 pessoas que estavam no local por volta das 17h30min tinham outra intenção: fazer música.

O objetivo do evento, de acordo com um dos MC's da empresa, o Choko, era divulgar o trabalho dos músicos e encontrar talentos em potencial para investir:

— Aqui é para quem está começando.

Outro MC, Pablo Alves, de 16 anos, disse que aquele era o "rolezinho da paz". E a ideia de ir para algum shopping?

— Shopping não dá. Daí é bagunça. A gente quer mostrar o nosso trabalho.

O público, em boa medida vindo dos bairros Vila Jardim e Bom Jesus, era de jovens entre nove e 23 anos — muitos querendo conhecer os funkeiros que estão despontando em bailes da Capital e da Região Metropolitana.

— Por isso que o evento é de tarde. Todo mundo tem voltar cedo para casa — conta Alves.

As músicas do grupo giram em torno do que se convencionou chamar de funk ostentação, ou seja, mulheres, moda e dinheiro.

>>Veja abaixo trechos do evento


Choko, o apelido de Lucas Souza, 17 anos, é um dos que segue a tendência. Bigode fino à antiga, calça jeans preta, camisa polo verde e uma corrente dourada em volta do pescoço, é uma das promessas da empresa. Já tem música tocada em rádio e faz shows em Porto Alegre, algumas cidades da Região Metropolitana e até no Litoral. As apresentações chegam a custar até R$ 1000.

Frequentadores do parque

Os frequentadores do parque estavam entre a indiferença e a curiosidade em relação ao evento. Marlon Coelho, 32 anos, passeava com o filho pequeno e o sobrinho enquanto observava o movimento. Ele acredita que o tipo de música dos funkeiros ainda vai se difundir pela sociedade:

— O funk ainda vai ser escutado em muito carro importado.

Edson Walter, 56, nem havia percebido a movimentação. Contou que nos últimos tempos, o parque estava tranquilo:

— Incomodação mesmo a gente teve com uns pequenos grupos que tocavam violão e fumavam maconha aqui. Depois das reclamações, a polícia veio e o problema acabou.

ZERO HORA

 
 
 
 
 
 
 
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