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Porto Alegre30/11/2014 | 18h34Atualizada em 30/11/2014 | 18h52

Delegado diz que elevador operava com peso acima da capacidade

Conforme o titular da 1ª DP, Paulo César Caldas Jardim, só a perícia poderá confirmar, mas testemunhas informaram que a queda começou no segundo andar do prédio

Delegado diz que elevador operava com peso acima da capacidade Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Domingo foi de portas fechadas no edifício da Borges Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

A queda de um elevador que feriu nove pessoas na madrugada deste domingo, no Centro de Porto Alegre, teria acontecido do segundo andar do prédio, e não do 13º, como chegou a ser divulgado preliminarmente. Quem afirma é o titular da 1ª Delegacia de Polícia, Paulo César Caldas Jardim, que investiga o caso.

O acidente aconteceu por volta da 1h30min, quando as vítimas saíram de uma festa no oitavo andar do prédio localizado no número 612 da Avenida Borges de Medeiros e embarcaram no elevador. Conforme Paulo César, com capacidade para seis pessoas, o elevador estaria operando com nove no momento do acidente. Segundo depoimentos de testemunhas ouvidas na manhã deste domingo, a queda teria se dado de um ponto bem mais abaixo do que o informado.

– O prédio tem 13 andares, mas o elevador não vinha do 13º. As pessoas embarcaram no oitavo e disseram que foi próximo ao segundo andar que começou a queda. Mas estas são impressões de quem estava lá dentro. Só a perícia poderá confirmar a partir de que altura exatamente ele caiu, assim como as condições de funcionamento e segurança do elevador  – esclareceu o delegado.

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Paulo César também contestou informações prestadas por um soldado no momento do atendimento às vítimas, que afirmou que um sistema de segurança automático teria sido acionado no momento do acidente, evitando a queda livre do elevador.

– Temos que ter muita cautela nesse momento. É precipitado afirmar qualquer coisa a respeito das causas e de questões técnicas do equipamento na hora do acidente, porque não há outra maneira de confirmar tecnicamente o que aconteceu naquele momento senão por meio da perícia. Não é possível afirmar isso – alertou o delegado.

Ainda segundo Paulo César, há divergências nos depoimentos das vítimas que também só poderão ser esclarecidos pela perícia.

– Algumas pessoas admitiram que o elevador estava superlotado, mas argumentaram que "eram todos magrinhos" e que estavam quietos e tranquilos. No entanto, outras informações dão conta de que o pessoal entrou agitado, fazendo algazarra e pulando dentro do elevador – aponta o delegado.

Conforme o Corpo de Bombeiros, as vítimas, que tinham entre 20 e 50 anos, foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) e ao Hospital Cristo Redentor.

Segundo o delegado Paulo César, os casos mais graves foram de dois passageiros com fratura de nariz e uma fratura de pé. Nenhum dos acidentados correu risco de vida. 

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