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Descaso?02/12/2014 | 17h40

Cadeirante se arrasta para entrar em avião por falta de equipamento adequado em aeroporto do Paraná

Mulher de 38 anos disse que se sentiu humilhada e preferiu não ser carregada no colo

Cadeirante se arrasta para entrar em avião por falta de equipamento adequado em aeroporto do Paraná Divulgação/Folha de São Paulo
Executiva subiu cerca de 15 degraus para ter acesso à aeronave Foto: Divulgação / Folha de São Paulo

Uma cadeirante foi flagrada no momento em que se arrastava por uma escada para chegar até um avião no Paraná. A imagem é forte e mostra Katya Hemelrijk, de 38 anos, sem sua cadeira e tentando ter acesso às dependências da aeronave. Ela precisou percorrer cerca de 15 degraus.

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Katya sofre de Osteogenese Imperfeita, uma doença também conhecida como Síndrome dos Ossos de Cristal. Para poder viajar ela precisava de um equipamento especial, ausente no momento da decolagem no aeroporto de Foz do Iguaçu. A opção de subir a escada usando o próprio corpo foi da cadeirante, pois segundo o jornal Folha de S.Paulo, a companhia aérea Gol, responsável por aquele voo teria oferecido à executiva um funcionário para carregá-la no colo, o que segundo Katya seria humilhante. A outra solução apontada pela companhia seria esperar no mínimo quatro horas até que o equipamento adequado chegasse até o aeroporto.

Tenho responsabilidades como qualquer outra pessoa. Começo a trabalhar às 8h, tenho meus filhos pra cuidar. Não poderia me dar ao luxo de esperar até que encontrassem uma solução." - desabafou Kátia. Além de ficar com a roupa suja e molhada, ela reclamou que após a subida sentiu dores pelo corpo.

Explicações
A Gol informou que, como equipamento especial não estava disponível, foram oferecidas outras alternativas para a passageira embarcar com segurança, mas ela rejeitou. A Infraero, que administra o aeroporto de  Foz do Iguaçu afirma que equipamentos de embarque e de desembarque são de responsabilidade das companhias aéreas.

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