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Economia12/12/2014 | 07h05

Planejamento é tudo na hora de pagar tributos e comprar presentes de Natal

Organização, planejamento e disciplina são as regras para evitar dor de cabeça no final de ano

Planejamento é tudo na hora de pagar tributos e comprar presentes de Natal Luiz Armando Vaz/Agencia RBS
O torneiro mecânico Osvaldo da Luz se organiza e consegue manter as contas em dia Foto: Luiz Armando Vaz / Agencia RBS

Presentes de Natal, ceia de fim de ano. Em janeiro, tributos como IPVA e IPTU. Por mais que o clima seja de festa, essa época do ano causa arrepios em muita gente, que mal consegue dormir pensando no acúmulo de contas. Algumas medidas simples podem evitar o transtorno de meses de dívidas.
– Com algum planejamento, com o mesmo orçamento, é possível fazer sobrar dinheiro até para ter boas férias – assegura ao economista Everton Lopes, especialista em finanças pessoais e investimentos.
O Diário Gaúcho dá dicas para evitar as dívidas – ou sair delas. E apresenta dois casos de trabalhadores que tiveram finais de ano bem diferente devido a suas programações.

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Osvaldo: muita programação

Torneiro mecânico na Capital, Osvaldo da Luz, 62 anos, é um caso raro. "Longe de ser rico", como se intitula, ele paga previdência privada, tem contas equilibradíssimas e chega a gastar mais de R$ 2 mil com presentes de fim de ano.
– Ultimamente tenho gasto menos. Eu cheguei a comprar mais de 200 toalhas de banho de dei de presente de Natal para quase todo mundo que conheço. Percebi que o pessoal não dava muita bola. Então passei a fazer kits com perfume, essas coisas, e dar para menos gente. Mesmo assim, à meia-noite do dia 24, quem estiver na casa da minha mãe, que vai fazer 90 anos, vai ganhar presente – avisa o trabalhador, que já está com viagem marcada para Cachoeira do Sul para encontrar a família.
Ele, o ano todo, guarda dinheiro para as principais despesas, como tributos – e presentes, claro.
– Ponho na cabeça que sou funcionário do Osvaldo. Então gasto uns R$ 1,5 mil, e o que sobra é da empresa. Aluguei apartamento perto do trabalho, preparo a minha comida. São pequenas coisas que fazem a diferença para sobrar um dinheiro no final do ano e gastar como quero ensina.
Uma dessas despesas são os dez dias de férias que ele tira todo o ano. A viagem a Florianópolis, marcada para 5 de fevereiro, já está com passagem comprada e hotel pago. A antecedência, nesse caso, é sinal de economia. É isso que ele tenta passar ao casal de filhos, de 20 e 24 anos.


Antônio Bordinhão se organiza para vencer as despesas


Antonio: correndo atrás da máquina

Motorista de caminhão, Juliano Antonio Bordinhão, de 39 anos, conta que, há uns quatro anos, passou "por um baita aperto" nas contas de final de ano.
– Hoje, acho que fiquei mais esperto. Mas essa época não é fácil – lembra.
Roupas e brinquedos, este ano, serão os presentes (ainda não comprados) dos filhos, uma menina de 16 anos e um menino, quatro anos. As únicas regras que ele segue para tentar salvar algum dinheiro são a de elencar no papel as despesas (mesmo que de forma precária) e pesquisar o preço. Na hora de pagar...
– Vou usar o 13º e o cartão. Nessa hora, não tem o que fazer, a gente tem de comprar a prazo.
De acordo com o economista e especialista em finanças pessoais Everton Lopes, o comportamento do motorista é, basicamente, o padrão nacional.
– Pesquisas apontam que mais de 70% dos brasileiros utilizam o 13º para pagar dívidas. Muitos até contraem essas dívidas mesmo tendo dinheiro no banco. São erros estratégicos que custam caro – diz o especialista.
Everton qualifica o cartão como "excelente instrumento de crédito", mas lembra que rolar a dívida é um dos piores erros que alguém pode cometer
– Para evitar problemas, deve-se comprar no mínimo de vezes possível - três vezes, no máximo. Mais do que isso, a dívida permanece e, caso você fique sem dinheiro por ter de pagar uma conta surpresa, vai se complicar – exemplifica.

Site ensina a se organizar

Autor do livro Seu Bolso no Divã, Everton Lopes mantém ainda o site Sempre com Dinheiro, no qual dá dicas aos internautas de como investir e economizar. Nele, há uma planilha na qual é possível fazer simulações e cálculos de como gastar melhor o dinheiro.
– É importante deixar de lado a impulsividade ao longo do ano. As pessoas acabam pagando caro por não pesquisar e refletir se realmente precisa investir naquilo que está comprando – afirma.
Ele admite que se planejar, sobretudo com os apertados orçamentos da maioria dos trabalhadores, é uma tarefa complicada.
Sobre as despesas de final e começo de ano, o economista lembra que o ideal é não deixar tudo acumular. E dá um recado pouco comum para quem é ligado á área de finanças:
- O momento é de confraternização, e dinheiro não é tudo. Muitas vezes, estar presente e dar um abraço em quem se gosta é mais importante, e não é vergonha deixar de dar presente para não se endividar.







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