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Viamão-Capital23/05/2015 | 11h02

Estrada Caminho do Meio é um campo minado para os motoristas

Diário Gaúcho percorreu o trecho de 13km e constatou asfalto rachado e falta de acostamento

Estrada Caminho do Meio é um campo minado para os motoristas  Fernando Gomes/Agencia RBS
Manoel, de tanto ver pneus furarem, abriu borracharia Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Da falta de sinalização aos engarrafamentos e desníveis na pista, tudo se torna obstáculo para os motoristas na Estrada Caminho do Meio, ligação entre Viamão e Porto Alegre. O Diário Gaúcho percorreu o trecho de 13km entre o cruzamento da Avenida Protásio Alves com a Avenida Manoel Elias até a ERS-040. Oficialmente, a estrada vai do limite de Porto Alegre com Viamão, na Ponte da Divisa, até a 040. A Metroplan, porém, explica que, desde a Avenida Manoel Elias, um trecho da Protásio Alves já é popularmente conhecido como Caminho do Meio.

Recém-recapeada em vários pontos, os próprios remendos se tornam novos desníveis na pista. Asfalto rachado e falta de acostamento surpreendem os motoristas que não conhecem o local. Há trechos que nem sequer têm a divisão das pistas por faixa amarela. Para quem já conhece, resta estabelecer estratégias para não acumular prejuízos.

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De tanto socorrer motoristas com o carro estragado, Manoel Alves, 65 anos, já aposentado, abriu uma borracharia às margens da estrada, na Vila Castelinho, em Viamão:

— Todos os dias, eu e a minha esposa tomávamos chimarrão na frente de casa e víamos coitados com rodas nas costas. Essa é uma estrada perigosa.

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Três anos depois de abrir o negócio na garagem de casa, ele atende, em média, a 20 motoristas por dia com problemas mecânicos. Ele diz que 100% da clientela é oriunda de transtornos que ocorrem no Caminho do Meio.

— É roda amassada, pneu furado, cardã e mola arrebentados, vem de tudo — explica.

Mauro Luiz Chaves, 59 anos, mora no Caminho do Meio, em Viamão, e precisa ir diariamente para Porto Alegre, onde trabalha na colocação de pisos. De tanto fazer o trajeto e depois de arrebentar a roda do carro, aprendeu que o percurso deve ser feito em baixa velocidade.

— Não existe estrada pior por aqui — reclama.

As reclamações de Mauro não são exageradas. Com o projeto de duplicação atrasado, a estrada não tem as condições mínimas de segurança para o fluxo de veículos que recebe diariamente. Apenas no trecho de Viamão, a prefeitura estima que circulem 7,5 mil veículos por dia. À noite, não há iluminação. Durante o dia, o mato nas laterais prejudica a visibilidade.

 
Desníveis e falta de acostamento
Foto: Fernando Gomes/Agência RBS

Tapando a buraqueira

A Secretaria Municipal de Obras e Viação de Porto Alegre informa que trabalha no local a cada 30 ou 45 dias. Além do patrolamento dos acostamentos, há também operações tapa-buracos. A prefeitura de Viamão segue o mesmo caminho, sendo que tapou buracos pela última vez em 13 de maio.

Não há previsão de mais melhorias no local devido à possível execução do projeto de duplicação da via.

Estudos de duplicação estão sendo elaborados

Segundo a Metroplan, os projetos de duplicação dos 13,2km entre a Avenida Manoel Elias e a ERS-040 estão sendo feitos pelas prefeituras de Porto Alegre e Viamão.

O arquiteto da Metroplan João Salvi afirma que o andamento dos projetos atrasou devido a adequações solicitadas pela Caixa, que irá financiar a obra via Ministério das Cidades. A expectativa é de que os projetos sejam concluídos no segundo semestre, para que haja licitação da obra ainda neste ano.

A origem da estrada

Logo que começou a colonização de Porto Alegre, o Caminho do Meio era toda a via que atualmente é a Protásio Alves, que ligava a Capital a Viamão. A prefeitura foi cadastrando as ruas, colocando novos nomes. Mas um trecho permaneceu como Caminho do Meio.

*Diário Gaúcho

 
 
 
 
 
 
 
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