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Uau!19/05/2015 | 07h07

Transformação: jovem perde 80kg e é eleita Miss Marau

Empresária de 140kg emagreceu após cirurgia bariátrica. Sua história serve como inspiração para quem está acima do peso

Transformação: jovem perde 80kg e é eleita Miss Marau Divulgação/Arquivo pessoal
Hoje, Sabrina pesa 60kg e arrasa nas passarelas Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Gaúcha de Marau, município do Norte do Estado, Sabrina Sgarbi, 24 anos, chegou a pesar 140kg, fez uma cirurgia bariátrica, perdeu 80kg e virou miss da sua cidade.

A trajetória de sucesso da empresária é tão motivadora que hoje ela serve de inspiração nas redes sociais para quem está acima do peso. Porém, pular do manequim 54 para o 38 exigiu perseverança.

Ao chegar ao ápice do seu peso, Sabrina não conseguia fazer coisas banais como dirigir, usar salto ou mesmo sentar em uma cadeira. Subir escadas, então, era uma maratona. Para não sofrer ainda mais, fugia também do espelho.

— Moro em uma casa de dois pisos e, se tivesse que descer e subir duas vezes ao dia, era terrível. Eu chegava no segundo andar destruída: tinha que sentar, colocar as pernas para cima, começava a inchar os pés — conta.

Desde a infância, Sabrina sofreu com o efeito sanfona. Dos 16 — quando se tornou vegetariana — até os 21 anos foi a fase em que mais ganhou peso.

Nesta época, fez inúmeras dietas, tomou remédios e chegou a conseguir estabilizar o peso em 100kg mas, quando interrompeu o uso do remédio, ganhou 30kg.

— Fui morar sozinha e ingeria só comidas prontas. E, ao invés de buscar um nutricionista para repor a proteína da carne devido a ser vegetariana, sentia fome e comia ainda mais.


 
Quando chegou aos 130kg - Fotos: ARQUIVO PESSOAL


Susto na balança

Ao procurar um médico para fazer a cirurgia, levou um susto. Achava que estava com 110kg, mas a balança denunciava 130kg. Até o momento da cirurgia, que foi particular, chegou aos 140kg. Entre a primeira consulta e a operação, em novembro de 2012, teve problemas no estômago, que esmagava o fígado devido ao peso.

 
Sem problemas com as cicatrizes

Orgulho das marcas que ficaram no corpo

O pós-operatório incluiu três meses com dieta especial, o primeiro só com líquidos e o segundo com alimentos semi-pastosos para só no terceiro mês ingerir alimentos pastosos.

Dois anos e meio depois da cirurgia, o estômago de Sabrina tem restrição a bebidas gaseificadas, doces e massas. Há um mês, ela fez mamoplastia para retirada de pele no seio e colocação de prótese. Quanto à pele que ficou sobrando nas demais partes do corpo, Sabrina diz não se incomodar:

— Sinto orgulho. As peles sobrando mostram que eu venci a obesidade.

 
Miss com muito orgulho!

Virou colecionadora de títulos de beleza

Desde junho do ano passado, Sabrina conquistou nove títulos de beleza. Um dos mais significativos foi o de Miss Marau, em novembro de 2014. A jovem jamais imaginou representar a beleza da mulher na cidade em que, muitas vezes, viu seu sobrepeso ser motivo de comentários. 

— Isso me fez ver que tudo é possível — avalia.

Há seis meses, Sabrina vem mantendo o peso de 60kg, mas garante que a luta é constante para quem passou pela bariátrica. Ela continua vegetariana, opta por alimentos integrais e faz atividades aeróbicas como caminhadas.

Procedimento é oferecido via Sus

- A cirurgia bariátrica e metabólica — também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago — reúne técnicas destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas
por ele.

- Pode ser de três tipos: restritiva (quando diminui a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar), disabsortiva (reduz a capacidade de absorção do intestino) e mista (procedimento com pequeno grau de restrição e desvio curto do
intestino
).

- É oferecida via Sus. O paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para ter a situação avaliada, primeiramente, por um clínico geral. Depois, é preciso passar pelo crivo de uma equipe multidisciplinar, formada por gastroenterologista, psicólogo, nutricionista e cirurgião.

- A agilidade do acesso ao procedimento irá depender da classificação de risco do paciente. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, não há como estimar tempo de espera pois, para o agendamento, utiliza-se a avaliação de gravidade do paciente.

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