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Educação23/06/2015 | 07h03

Banda de escola estadual do Bairro Restinga recomeça com união

Ex-integrantes da Banda Marcial da escola Ildo Meneghetti uniram-se aos atuais para conquistarem novos títulos. A banda tem 50 integrantes e precisa de doações

Banda de escola estadual do Bairro Restinga recomeça com união Vencedora,concursos,Banda Marcial da Escola Estadual Ildo Meneghetti,Bairro Restinga,renovação,aju/Agencia RBS
Foto: Vencedora,concursos,Banda Marcial da Escola Estadual Ildo Meneghetti,Bairro Restinga,renovação,aju / Agencia RBS

Dispostos a reviverem as glórias do passado da banda marcial da Escola Estadual Engenheiro Ildo Meneghetti, do Bairro Restinga, em Porto Alegre, e a fazerem dela um exemplo positivo num dos bairros mais violentos da cidade, ex-integrantes uniram-se aos atuais para conquistarem novos títulos. Porém, para voltarem às competições, precisam de apoiadores.

Criada há 26 anos pela professora Sheila Gayesky, a banda marcial atravessou gerações no bairro. Com o falecimento dela em 2006, o grupo acabou se desmobilizando por três anos, até o então diretor da escola, Rubens Lisboa, assumir a coordenação. 

— Quando voltávamos a ser a banda de antes, o professor Rubens morreu. Então, ficamos mais um tempo sem rumo. No ano passado, decidimos retomar a história da banda — conta a coordenadora do Mais Educação na escola, Noema Domingues.

Foi quando surgiu o taxista Paulo Brasil, 59 anos, hoje morador de Viamão e um dos participantes da primeira turma a integrar a banda. Por duas horas, nas terças-feiras à noite, ele se torna o técnico dos pequenos músicos. Se nos ensaios parece turrão com seus pupilos, falando alto e exigindo concentração total, Paulo se torna o mais brincalhão nos raros momentos de descontração.

— Ele precisa ser exigente conosco. Se não for, a gurizada dispersa. Mas é um grande amigo de todos — confessa a atual mor (comandante da banda), Eduarda da Silva Benites, 15 anos, estudante do nono ano e da terceira geração da família a integrar a banda da escola.  

— Há 35 anos, fui estudante aqui. Sei que a banda teve papel fundamental na minha formação, ganhei foco e determinação. Hoje, minha maior preocupação é dar uma ocupação para esta juventude — garante Paulo.

 
Ex-aluno, Paulo voltou para ajudar a reerguer a banda
Foto: Carlos Macedo


Parte da família
Também voluntária na coordenação, a comerciária Andreza Maciel Benites, 33 anos, moradora do Bairro Cristal, começou na banda como mascote — antes de ingressar na escola — e nunca mais a deixou. Andreza, que é tia de Eduarda, coleciona mais de dez títulos como melhor mor em competições estaduais. Os 20km de distância entre a casa e escola não a impedem de continuar contribuindo no cuidado com os uniformes e com os participantes — com idades entre seis e 17 anos.

— Esta banda faz parte da minha família. Minha mãe e meus cinco irmãos também já participaram. O amor que eu sinto por ela e pela escola não acaba. Só quero vê-las no topo, novamente. Para isso, vou ajudar no que for preciso — afirma, emocionada.

 
Banda ensaia na própria escola
Foto: Carlos Macedo


Do Bairro Rubem Berta ao Bairro Restinga
Pelo jeito, a Ildo Meneghetti encanta mesmo. A prova está no esforço das irmãs e balizas da banda Cássia e Quézia Rodrigues, de 15 e 17 anos, do Bairro Rubem Berta. Três vezes por semana, elas enfrentam cinco horas de ônibus — ida e volta — entre os dois bairros para ensaiarem com o grupo.

— Conheci a Ildo numa apresentação deles, em São Lourenço do Sul, no ano passado, e me apaixonei pela disciplina deles. Quando nos mudamos para Porto Alegre, no início deste ano, fiz de tudo para ingressar nela. E consegui. Amo o que faço — revela Quézia.

Para a mãe das meninas, a confeiteira Adriana Marques, 42 anos, a dedicação é válida:

— Preciso incentivá-las, pois estão felizes e se dedicando mais aos estudos desde que entraram na banda.

 
Irmãs se tornaram balizas na banda
Foto: Carlos Macedo



Ajuda será bem-vinda!
Vencedora de diversos concursos pelo Estado ao longo de quase três décadas, a Banda Marcial da Escola Estadual Ildo Meneghetti, conta com 50 integrantes, mas só tem uniformes para 30 deles. Cada roupa custa R$ 500 _ os estudantes contribuíram com R$ 250. O restante foi pago pela escola. A banda quer incluir 20 instrumentos de sopro (trompete, trombone, bombardeio, sax e tuba), mas precisa de doações.

Em agosto, a banda pretende participar do festival estadual de bandas, em São Lourenço do Sul, e está buscando patrocinadores para conseguir dois ônibus. Como conquistou o festival do ano passado, garantiu vaga na competição nacional, em novembro, no Rio de Janeiro. Porém, a escola nem começou a fazer as contas dos gastos, pois admite que não terá condições de participar.

Para ajudar os contatos são: 8493-8679 e 3250-2241, com professora Noema.



Banda ensaia até três vezes por semana
Foto: Carlos Macedo

 
 
 
 
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