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Complexo do Alemão

Menino morre e outro fica ferido após descarga elétrica em parque de diversões no Rio

Samuel Goulart Freire dos Santos, seis anos, foi levado à UPA da comunidade, mas não resistiu. Guilherme Furtado Jorge, oito anos, está internado em estado regular

09/11/2015 - 09h16min

Atualizada em: 09/11/2015 - 09h16min


TV Globo / Reprodução
Samuel Goulart Freire dos Santos, seis anos, não resistiu à descarga elétrica

Uma criança morreu e outra ficou ferida em um parque de diversões no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no domingo (08). De acordo com o jornal O Globo, os meninos sofreram uma descarga elétrica ao se apoiarem sobre uma barra de ferro antes de subirem em um dos brinquedos.

Samuel Goulart Freire dos Santos, seis anos, chegou a ser levado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo do Alemão, mas não resistiu. Paula Andreia Freire Costa, 38 anos, mãe do menino, contou que eles estavam prestes a ir embora, mas Samuel pediu para andar em um último brinquedo, chamado Surfe.

- Quando subiu as escadinhas ele ficou agarrado. Eu peguei o Samuel, puxei e tomei um choque. Tentei de novo, mas quando ele caiu acho que já estava morto - disse.

Ela também estava com sua filha, de nove anos, que presenciou o incidente.

- Eu tinha um casalzinho, mas Deus me levou um - lamentou.

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O pai de Guilherme Furtado Jorge, oito anos, que ficou ferido, afirmou que quando viu o filho preso levando a descarga elétrica não hesitou em socorrê-lo.

- Meu filho estava preso à descarga. Em questão de segundos, dei um ou dois passos para trás e me joguei até meu filho, consegui tirá-lo de lá e o levei para o hospital - falou Arlex Jorge, 29 anos.

O menino também foi socorrido na UPA da comunidade e está internado em estado regular. Guilherme chegou, inclusive, a perder momentaneamente o movimento das pernas. Contudo, o médico da unidade explicou ao jornal O Globo que isso se deve à eletricidade e disse que o garoto já dava sinais do retorno da locomoção.

O parque está instalado na Avenida Itaoca há cerca de duas semanas e, segundo o advogado Hugo Novaes, tem um documento assinado por engenheiros que daria condições para o funcionamento. Ele não soube informar, no entanto, se o local possuía alvará da prefeitura.

- A empresa se solidariza com os parentes e se colocou à disposição para arcar com todos os prejuízos emocionais que eles estão sofrendo neste momento. Já conversamos com os responsáveis e nos colocamos à disposição para resolver qualquer problema e eventuais despesas financeiras e burocráticas - disse o advogado.

O caso foi registrado na 44ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, localizada no bairro Inhaúma. Na madrugada desta segunda-feira, os responsáveis pelas crianças foram à polícia prestar depoimento.

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* Diário Gaúcho


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