Amigo do meio ambiente: comerciante transforma lixões irregulares em praças  - Notícias

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Caminho do Bem01/06/2016 | 08h01Atualizada em 01/06/2016 | 08h01

Amigo do meio ambiente: comerciante transforma lixões irregulares em praças 

Conheça a história de solidariedade do morador de Cachoeirinha Jorge Souza Alves 

Amigo do meio ambiente: comerciante transforma lixões irregulares em praças  Mateus Bruxel / Agência RBS/Agência RBS
Jorge recebeu em 2013 o prêmio Amigo Ambiental de Cachoeirinha, oferecido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS / Agência RBS

Dois trechos de terra vermelha, abandonados e destinados a lixões irregulares na Avenida Fernando Ferrari, na Vila City, em Cachoeirinha, ganharam vida pelas mãos do comerciário Jorge Souza Alves, 51 anos. Amante declarado do meio ambiente, ele os transformou em praças repletas de árvores e flores. A primeira delas, iniciada há 13 anos e feita na continuação de um canteiro central da via, ganhou o nome de Praça dos Pneus, por ter 136 deles transformados em floreiras. A segunda, virou jardim há um ano depois de servir como área de descarte por mais de uma década. 

Para comprar as vassouras, as tintas e as pás usadas na conservação dos dois jardins, Jorge faz rifas de camisetas com mensagens positivas sobre a preservação do meio ambiente. Dos colegas de comércio, recebe o pó de café que, junto a outros produtos, torna-se a compostagem usada no plantio. O zelo é tanto que todas as noites, quando chega do trabalho, faz questão de regar árvores e flores. A água vem de um reservatório responsável por recolher a chuva da região.

Reconhecido na cidade pelo carinho com a natureza, Jorge recebeu em 2013 o prêmio Amigo Ambiental de Cachoeirinha, oferecido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Com dinheiro do próprio bolso, o comerciário produziu um manual para orientar os estudantes sobre a importância de proteger o meio ambiente. Escolas da região visitam o local e aprendem sobre separação e reciclagem de lixo.

Mas as visitas não param por aí. A área se tornou recanto de borboletas e pássaros, que voltaram a habitar a região depois da recuperação dos espaços degradados.

Esforço
"Sempre foi um sonho terminar com estes lixos. Desde criança, aprendi que cada um tem que fazer a sua parte para salvar a natureza. Eu arregacei as mangas e disse: 'Vou começar a fazer alguma coisa'. Trabalhava tanto no início que molhava as plantas com o meu próprio suor." 

Educação
"Com educação, sempre tem solução. No que eu puder ajudar a melhorar o mundo, estou disposto. Já passei 30 dias das minhas férias plantando grama nesta praça. Nem acredito no que fiz. Aquele espaço que as pessoas estão colocando lixo, a gente tem que ocupar com as plantas, com as árvores, com alguma coisa que faça o pessoal olhar e levar um choque."

Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

Doações
"Já tive muita ajuda com doações. Não tenho vergonha de bater nas casas e pedir mudinhas para plantar. Quero dar o exemplo para as crianças e me provar que quando queremos alguma coisa, fazemos e acontecemos."

Luta
"Às vezes, digo: 'Se o mundo terminasse, morreria com a consciência tranquila porque fiz alguma coisa na terra". No caso, continuo fazendo. Enquanto eu tiver esta força de vontade, vou lutando!"

Felicidade
"Se eu morresse amanhã, morreria tranquilo: já fiz a minha parte."

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