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Porto Alegre25/09/2016 | 19h10Atualizada em 25/09/2016 | 19h13

Gurizada participa de oficina e faz estreia com a pandorga no Morro do Osso

No aniversário do Parque Natural Morro do Osso, crianças participaram de oficina e brincaram, muitos pela primeira vez, com as pandorgas que eles mesmo confeccionaram

Gurizada participa de oficina e faz estreia com a pandorga no Morro do Osso Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

O céu cinza deste domingo ganhou um colorido especial com o 18º Festival de Pandorgas realizado para comemorar o aniversário de 94 anos do Parque Natural Morro do Osso, no Bairro Ipanema, na Zona Sul da Capital. Ao longo da tarde, 62 crianças participaram de oficina para confeccionar o brinquedo e experimentaram a brincadeira. A maioria delas, pela primeira vez.

Do alto do mirante do morro, comemoravam a cada colaboração do vento e, mesmo quando a corrente de ar não ajudava, se esforçavam para não ver sua pandorga ir para o chão.


Giovana Viana, 39 anos, viajou uma hora de São Sebastião do Caí até Porto Alegre para que o neto Guilherme, seis anos, pudesse participar do festival. No começo, não foi fácil. Montaram a pandorga, fizeram a trilha até o mirante e o vento pouco colaborou. Foi só quando o menino já estava quase desistindo que conseguiu enfim empinar a pandorga, saciar a própria curiosidade e realizar o desejo da avó.

— Não é tão fácil — concluiu ele.

Guilherme veio de São Sebastião do Caí Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


A avó adorou proporcionar uma programa diferente para o menino que adora videogame:

— Quando criança, eu fazia de jornal, adorava brincar. Ele nem conhecia e aqui ainda pode ter o contato com a natureza.

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Silvio Souto, administrador do Parque Natural Morro do Osso, conta que os materiais utilizados para fazer as pandorgas foram fornecidos pelo evento, promovido em parceria com a Runsports e a Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer. No fim, houve bolo, parabéns e sorteio de brinde para os pequenos.

O motorista Paulo Roberto Martim, 57 anos, foi quem conseguiu manter por mais tempo a pandorga no céu. A prática, que faltava para a maioria das crianças, vem de longe. Desde menino, ele sobe ao mirante do Morro do Osso para brincar. Para dias de pouco vento, o morador do Bairro Tristeza ensina:

— A pandorga precisa ser feita com varetas bem fininhas, aí ela fica mais leve e consegue voar. Eu me criei brincando disso nestas redondezas.

Paulo tem experiência na brincadeira Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


Ansiedade para a brincadeira


A velocidade do vento que, na maior parte da tarde, não ajudou os participantes do festival, desafiou ainda mais o militar Antônio Esli Rodrigues, 43 anos, na tarefa de ensinar os filhos Pedro, 16 anos, e Guilherme, seis anos, a empinarem pipa pela primeira vez.

Mesmo assim, não faltou empenho dos meninos, que, a qualquer sinal de brisa, já se empolgavam:

— O mais difícil é fazer a pandorga voar, eles ficam numa ansiedade — conta a fisioterapeuta Denise, 49 anos, mãe dos meninos. A ideia de proporcionar mais atividades ao ar livre para as crianças também motivou a professora Márcia Viegas, 33 anos, a levar a filha Violeta, sete anos, com as amigas Alice, seis anos, e Sofia, oito, para o Morro do Osso. Para ela, foi a chance de as meninas interagirem de forma colaborativa com outras crianças em uma atividade diferente das que estão acostumadas.



 
 
 

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