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Papo Reto24/09/2016 | 08h04Atualizada em 24/09/2016 | 08h04

Manoel Soares descreve "porrada forte"

Colunista do Diário Gaúcho descreve conversa com mulher que sofreu violência doméstica

Manoel Soares descreve "porrada forte"  /
Foto: /

O relato que você vai ler é uma porrada forte:

"Antes de deitar, eu disse que, naquela noite, ele exagerou na bebida. Quando menos esperei senti meu corpo sacudir com a força do soco dado em minhas costas. A partir daí, foram chutes na barriga e nos seios. Protegi o rosto com as mãos, e ele mandava tirar para bater na minha cara. Gritava que 'vagabunda tem que se olhar no espelho e ver que apanhou'. Depois do quarto ou quinto soco na boca, eu não sentia minha língua, grunhia como um animal. Ele mandava eu descansar que, depois da cerveja, ia apanhar mais."

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Esta história foi contada por uma mulher aqui de Porto Alegre que me pediu R$ 1 no Centro. Ela apanhou do marido nesta semana. Mãe de três filhos, não sabe o que fazer, já pediu três medidas protetivas que ele sempre quebra. Um dos filhos é muito apegado ao pai e chora quando se separam. Por mais que ela queira ficar longe, a falta de dinheiro até para dar comida aos filhos dificulta.

Atenção

Na conversa, vi que ela se sente culpada pelo que vive. Acha que, de alguma forma, contribui para que o companheiro seja o monstro que é. Ela continuou narrando: 

"Quando ele voltou com a lata de cerveja, eu estava sentada no sofá e ele olhou para minha boca toda arrebentada e cheia de sangue. Com um sorriso irônico, disse que eu ficava até mais bonita depois de tomar 'uns pega', abriu minha blusa e me obrigou a fazer sexo na sala. Vi que um dos meus pequenos espiava pelo corredor. Consegui fazer sinal para meu filho sair. Eu chorava, mas não sabia se era raiva, dor ou humilhação. De repente, ele me empurrou para fora do sofá e disse que nem pra aquilo eu prestava mais. Quando ele saiu eu peguei meus filhos e fui embora. Desde então, estou cada dia na casa de um parente, mas não sei o que fazer ainda."

Dei uma grana a mais e indiquei um serviço que atende mulheres, mas não sei se ela foi. Se ler isso já dói, imagina viver! Peço a você que leu esta história que se certifique de que seu filho não será um homem que bate em mulher.

 
 
 

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