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Opinião31/10/2016 | 12h31Atualizada em 31/10/2016 | 12h44

Carlos Etchichury: "Há urgência na segurança"

Colunista do Diário Gaúcho fala sobre as propostas do prefeito eleito Nelson Marchezan Jr (PSDB) para combater a criminalidade na Capital

Carlos Etchichury: "Há urgência na segurança" Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

O deputado federal Nelson Marchezan Jr. (PSDB), eleito prefeito de Porto Alegre com 402.165 votos, vai governar uma cidade acossada pela insegurança.

A Capital é a quinta com a maior taxa de latrocínios e a décima com maior taxa de homicídios, conforme o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última sexta-feira. E o que é pior: como os dados referem-se aos anos de 2014 e 2015, não fazem parte do estudo as brutalidades registradas em 2016, com chacinas, esquartejamentos, execuções em lugares improváveis e a explosão de roubos com morte (28 casos em dez meses).

Embora segurança pública não seja função das prefeituras, o protagonismo dos municípios na redução da violência é chave. Todas as experiências bem-sucedidas tiveram, como parceiros de luxo de autoridades estaduais, prefeitos que saíram do lugar-comum e inovaram. Em Diadema e Jundiaí, em São Paulo, por exemplo, os municípios investiram em parcerias com a comunidade, na integração com órgãos policiais e na tecnologia. Funcionou. As propostas de Marchezan vão neste sentido. Para recordar, o deputado se comprometeu em:

* Criar protocolo de ação conjunta entre prefeitura, Polícia Civil, Brigada Militar e Polícia Federal, integrando dados e ações.

* Colocar câmeras de reconhecimento facial em ônibus e táxis, para aumentar a segurança do transporte público.

* Usar pardais para monitorar também placas de carros roubados, informando o trajeto para polícia e BM.

* Monitorar as entradas e saídas de Porto Alegre com câmeras interligadas ao banco de dados da polícia, de forma a identificar veículos roubados;

* Fazer convênio para pagar hora extra a policiais civis e militares, estendendo a permanência deles nas ruas.

* Desburocratizar a prefeitura para gerar mais emprego e renda, retirando jovens das ruas, das drogas e do crime.

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Na campanha, não se falou em custos e tampouco se disse de onde sairão os recursos para implementar as promessas - o que não chega a ser incomum na política brasileira. De qualquer forma, em seu primeiro discurso como prefeito eleito, ainda na noite de domingo, Marchezan garantiu:

— Não vou decepcionar.

É o que se espera de alguém que vendeu conceitos como "transparência" e "atitude" para ser eleito. Nos próximos dois meses, Marchezan terá tempo para organizar um plano de ação que lhe permita implementar as promessas a partir de janeiro. Os porto-alegrenses aguardam o momento em que pardais começarão a "fiscalizar os carros roubados", que "ônibus e táxis terão câmeras de reconhecimento facial" e que convênios garantirão mais policiais nas ruas.

Mãos à obra, prefeito. Há urgência na área da segurança. Boa sorte.




 
 
 

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