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Meio ambiente10/10/2016 | 08h05Atualizada em 10/10/2016 | 08h05

Enchente que isolou comunidade em 2015 virou lição para alunos da Lomba Grande, em Novo Hamburgo

Reportagem do Diário Gaúcho ajudou turmas do quarto e do quinto anos da Escola Municipal Washington Luís, em Novo Hamburgo, a criarem projeto para conscientizar os moradores da região

Enchente que isolou comunidade em 2015 virou lição para alunos da Lomba Grande, em Novo Hamburgo Tadeu Vilani/Agencia RBS
Paulo (de branco) e os colegas empolgados com o projeto Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Inspirados na própria experiência de vida e por uma reportagem publicada no Diário Gaúcho e no jornal Zero Hora, os 15 alunos da turma multisseriada de quarto e quinto anos da escola municipal de ensino fundamental Washington Luís, do Bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, criaram um projeto para alertar os moradores sobre a importância de preservar o meio ambiente. 


O trabalho conquistou o primeiro lugar na Feira Municipal de Iniciação Científica e Tecnológica, em setembro, sendo escolhido para representar a escola na 6ª Mostratec Junior, com mais de 40 instituições nacionais e internacionais, em outubro.

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— Fizemos três saídas de estudo, conversamos com os moradores mais antigos e descobrimos que a enchente de 2015 foi a segunda maior desde 1965. As crianças viveram as cheias do ano passado e decidiram mapear os problemas e sugerir soluções — conta a professora Jaqueline Fisch, mentora da turma.

Em julho de 2015, o aluno do quinto ano Paulo Arthur Steffen, dez anos, ficou isolado por 20 dias com familiares e mais nove famílias da localidade de Santa Maria do Butiá, até o Rio dos Sinos voltar ao leito. A história destes moradores foi publicada nos jornais Diário Gaúcho e Zero Hora e acabou servindo como documento para o trabalho final da turma. _ Guardei a reportagem e mostrei aos colegas. Usamos as informações dela no trabalho, mas a nossa experiência como morador valeu na hora de contarmos como tudo aconteceu _ conta Paulo Arthur, o porta-voz da turma. 

Experiência

Outro aluno da turma, Arthur Haubert, 11 anos, recorda que, nas caminhadas, o grupo de crianças apontou como problemas o desmatamento das encostas do rio e o aterro de banhados importantes para o escoamento das cheias. Elas ainda entrevistaram os 20 moradores mais antigos da localidade e anotaram os lugares que mais alagam na região.

— Meus vizinhos não sabiam que um banhado aterrado pode causar enchente. Outra vizinha nos doou sacos de lixo para limparmos a região. A comunidade está nos ajudando — contou Arthur, animado.

Para apresentar como a enchente chega nas casas, cada criança ajudou na produção de uma maquete feita de papelão e isopor. Os pais de Paulo Arthur se responsabilizaram por finalizar o trabalho, com a colocação de um motor que leva água de verdade para o rio da maquete. A Lomba Grande de isopor e papel será apresentada na Mostratec.

E este promete ser só o começo do trabalho da turma. Entusiasmado com a repercussão na comunidade, o falante Paulo Arthur promete ir além:

— Vou fazer uma página no Facebook para mostrar o nosso trabalho e alertar ao mundo que o ser humano está sendo responsável por destruir o meio ambiente!


 
 
 

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