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Enem 201620/10/2016 | 09h09Atualizada em 20/10/2016 | 09h09

Enem 2016: estudo, esforço e dedicação rumo ao diploma

Conheça a história de quem está se preparando para prestar o exame ou já conseguiu ingressar na universidade

Conseguir a matrícula da universidade exige jornadas intensas com os livros, inclusive nas férias e nos finais de semana. Veja a história de Márcio, da Capital, que já prestou o vestibular e o Enem e conseguiu a aprovação para Educação Física, e de Maria Eduarda, de Alvorada, que não descola dos livros para ver o nome no listão de Medicina.

Em busca do sonhado jaleco branco

Maria Eduarda estuda  para conseguir classificação para o curso de Medicina Foto: Luiz Armando Vaz / Agencia RBS

Ainda criança, Maria Eduarda Soares Machado, 19 anos, soube que queria ser médica. Mas foi um braço quebrado, aos

12 anos, que lhe deu mais certeza sobre a profissão. No hospital, foi atendida pelos especialistas e vislumbrou a si mesma cuidando dos pacientes do setor de traumatologia, no qual pretende se especializar.

O curso mais concorrido exige determinação e força de vontade. Oriunda do ensino público, ela se prepara há três anos. O primeiro deles foi só para reforçar a base dos conteúdos. Do ano passado para cá, engatou uma rotina de estudos até nas férias.

— Matemática é a matéria mais difícil para mim, então, dedico mais horas a ela. Acho que estou no caminho certo. Tenho confiança de que, neste ano, conseguirei a aprovação — comenta a estudante.

Moradora de Alvorada, Maria Eduarda pula cedo da cama para pegar o ônibus das 7h até Porto Alegre. Passa sete horas no cursinho e retorna para casa na metade da tarde. Na escrivaninha do quarto, uma nova jornada tem início: são mais três ou quatro horas de leituras, diariamente. E tudo pelo sonho de, em breve, vestir o jaleco branco.

No Enem 2015, Maria Eduarda chegou mais perto do objetivo. Pelo Sisu, conseguiu a nota para ingressar em Enfermagem na Ufrgs, mas decidiu não cursar. Com apoio da família, optou por se preparar mais um ano até alcançar a nota necessária para se matricular no curso sonhado.

— Sei que Medicina é difícil, mas, nesse tempo que estou estudando, tive um processo de amadurecimento. Não são três anos perdidos, são três anos de aprendizagem. Se eu tivesse passado de primeira, não teria a maturidade que eu tenho agora — explica.

Quando a nota do Enem 2016 estiver em mãos, Maria Eduarda planeja conseguir fazer a matrícula. Tem preferência pela Ufrgs, mas não descarta estudar em outra cidade ou até Estado. Ela sabe que a rotina puxada vai prosseguir quando ingressar na faculdade.

— Tenho amigos que já estão cursando e me contam como é a rotina dentro da universidade. Um médico passa a vida inteira estudando — afirma.

Depois de conquistar o primeiro sonho, com a aprovação para Medicina, a estudante vai se preparar para o seu próximo grande objetivo: integrar o time de profissionais do Médicos Sem Fronteiras, uma organização humanitária internacional que cuida de doentes em regiões de conflito ou onde o sistema de saúde é precário ou inexistente.

— Minha maior felicidade é resolver os exercícios para me preparar para o Enem. Mas já me vejo trabalhando na África com os Médicos Sem Fronteiras — vislumbra a estudante.

Da quadra de vôlei da escola à Educação Física da UFRGS

Márcio conseguiu boa colocação para fazer a matrícula na universidade pública Foto: Camila Domingues / Especial

eiman olha para o ano passado sem muita saudade. Em 2015, às vésperas de prestar o Enem, ele levava uma jornada dupla. De manhã, frequentava as aulas da Escola Estadual Gomes Carneiro, na Zona Norte da Capital, e à tarde, reforçava o conteúdo em um cursinho.

Além disso, os finais de semana eram dedicados aos estudos em casa — o cansaço era tanto que não tinha disposição para sair com os amigos. Além do Enem, ele decidiu que faria o vestibular. A recompensa não demorou a aparecer, com a aprovação em terceiro lugar para o curso de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

— Fui achando que iria passar. Claro que, se isso não fosse possível, tudo bem, eu faria mais um ano, e estudaria mais — lembra.

A ansiedade era tamanha que Márcio não lembra se viu o gabarito depois do Enem e do vestibular.

— Fiz a prova e pensei: "Agora, não tem mais o que fazer. Seja o que Deus quiser!". No dia do listão, fui na Ufrgs com pai, mãe, irmã e namorada. Vi meu nome e fizemos uma festa! — comemora.

Márcio, que foi aluno do ensino público a maior parte de sua vida, reconhece que ter estudado no Gomes Carneiro foi um diferencial. A instituição teve a melhor nota no Enem entre as escolas públicas de todo o Brasil. Ele afirma que teria conseguido a aprovação ainda que não tivesse contado com reforço, mas acredita que o cursinho ajudou a colocá-lo em terceiro lugar entre os aspirantes à Educação Física.

— Estudei em outras escolas públicas e percebi a diferença em relação ao Gomes Carneiro. Éles fazem o melhor, dentro do que é possível. Falta estrutura, mas há muito empenho — afirma.

Como aluno de Educação Física, ele vê ser realizado um sonho que começou nas quadras da escola.

— Comecei a curtir a área nas aulas de vôlei. Depois, fui fazer academia e comecei a ler muito sobre o assunto. Aí, eu vi que era muito show. Estudei bastante a área antes de entrar no curso. Agora estou em casa.

Veja as dicas de Márcio para quem vai prestar o Enem:

— Tente trabalhar a calma antes da prova, pois estar tranquilo no momento de responder às questões faz a diferença.

— Faça o máximo que puder, mas não exija de si mesmo que seja obrigatório tirar uma nota que permita entrar na universidade. Se você não conseguir passar de primeira, pode tentar novamente no próximo ano.

— Procure responder o máximo de questões das provas passadas.

— Escolha o curso que você quer, e não o que a família deseja.

Como funcionam as cotas

Veja se você tem direito à reserva de vagas nas universidades federais

— A lei de cotas garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do Ensino Médio público, em cursos regulares ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os demais 50% das vagas permanecem para ampla concorrência.

— As vagas reservadas às cotas (50% do total de vagas da instituição) são subdivididas — metade para estudantes de escolas públicas, com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa, e metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar superior a um salário mínimo e meio (R$ 1.320).

— Para ser considerado egresso de escola pública, o estudante deve ter cursado o Ensino Médio totalmente em escola pública, sem ter passado, em nenhum momento, por um colégio particular.

—Você pode saber mais sobre o funcionamento do sistema de cotas no site do Mec: portal.mec.gov.br/cotas/sobre-sistema.html

— As cotas valem tanto para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação quanto para o vestibular. As instituições federais de ensino que adotarem diferentes processos seletivos precisam observar as reservas de vagas em cada um destes processos.

Critérios de raça e renda

— O critério da raça será autodeclaratório.

— A renda familiar por pessoa,

no entanto, terá de ser comprovada por documentação, com regras estabelecidas pela instituição e recomendação de documentos mínimos pelo Mec.

— No critério racial, não há separação entre pretos, pardos e índios. 

 
 
 

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