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Encare a crise04/12/2016 | 22h00Atualizada em 05/12/2016 | 14h19

Amigo-secreto: uma opção econômica para presentear no Natal

Seis em cada 10 brasileiros costumam participar da brincadeira como forma de reduzir gastos. Confira dicas para organizar e se divertir nas confraternizações de fim de ano

Amigo-secreto: uma opção econômica para presentear no Natal /

O ano que está chegando ao fim é marcado pela crise econômica, mas isso não significa que deva faltar presentes e comemorações neste Natal. Muita gente vai apertar o cinto para garantir as lembrancinhas ou, como já identificam pesquisas na área, adotar uma brincadeira antiga para economizar: o amigo-secreto, que elimina a obrigação de presentear a todos. Na confraternização, cada um se encarrega de apenas outro participante, ninguém fica sem presente e não gasta tanto.

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No Natal passado, uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que seis em cada 10 brasileiros (65,6%) costumam participar da brincadeira e que para 30,6% deles a principal justificativa é a economia. A expectativa para este ano deve ser divulgada só no dia 12.

— O amigo-secreto é, hoje, uma opção cada vez mais usada para driblar os efeitos da crise. A tendência é de que mais brasileiros optem por isso neste ano. Economiza-se sem abrir mão do ato de presentear e se estabelece um limite a ser gasto — afirma o educador financeiro do SPC Brasil José Vignoli.

Na média, cada brasileiro participa de dois amigos-secretos no final do ano, gastando valor próximo de R$ 50 em cada presente. Um deles é na família, o outro com grupos de convivência, como trabalho e academia. Mas para aquelas famílias em que a brincadeira não é tradicional, sugerir o amigo-secreto para limitar gastos pode ser difícil. A aposta para dissolver qualquer constrangimento é valorizar o que realmente interessa no Natal: a confraternização.

— O importante é as famílias ficarem juntas. É preciso conversar com transparência e entender que o presente é apenas um plus — diz a psicóloga Fernanda Soibelman Kilinski.

Para as crianças com menos de 10 anos, a recomendação da especialista em educação financeira infantil Cássia D'Aquino é, em primeiro lugar, manter a entrega de presentes tradicional. Em segundo, um amigo-secreto somente entre as crianças.

— Não recomendo misturar adultos e crianças. Porque pode haver frustração da parte delas, que sequer entendem bem o limite imposto para a compra. Podem esperar uma coisa e ganhar outra. Entre crianças, o amigo-secreto ficaria mais limitado, mas um adulto precisa organizar — pondera.

Mas se for mantida a entrega de presente para os pequenos, o segredo é negociar. Cássia orienta que se faça uma lista para o Papai Noel com os pequenos, deixando claro que só uma das opções virá no Natal. Para as mais velhas, de forma suave, deve-se explicar que o ano foi difícil para todos, mas que a situação vai melhorar.

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  • JaySaroba

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