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Telecomunicações14/12/2016 | 07h30Atualizada em 14/12/2016 | 07h30

Teste em orelhões do Centro de Porto Alegre aponta que mais da metade estão mudos

Reportagem testou aparelhos próximos à Esquina Democrática. Os orelhões estão liberados para ligações gratuitas locais e nacionais para fixos até 2017. 

Teste em orelhões do Centro de Porto Alegre aponta que mais da metade estão mudos André Ávila/Agencia RBS
Orelhões funcionam na Rua Uruguai, no Centro de Porto Alegre Foto: André Ávila / Agencia RBS

No coração do Centro de Porto Alegre, no quadrante ao redor da Esquina Democrática, 17 dos 30 orelhões (56%) não funcionam. A realidade constatada pelo Diário Gaúcho, na manhã de ontem, confirma o levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de que a Oi ainda não atinge o patamar mínimo de 90% de disponibilidade dos orelhões no Rio Grande do Sul. Por não cumprir a meta, a operadora foi obrigada a liberar gratuitamente as chamadas locais e de longa distância nacional, em todos os seus orelhões do Estado pelo menos até 28 de fevereiro de 2017. A mais recente aferição da Anatel, realizada em agosto deste ano, constatou que 69% dos orelhões estavam disponíveis para uso.

Desconhecendo a possibilidade de ligar de graça, o eletricista aposentado Osório Pinheiro, 70 anos, de Viamão, quase usou o cartão telefônico em um orelhão na Rua Uruguai, no Centro da Capital, para falar com a família. Só parou quando foi orientado por um pedestre de que poderia completar a ligação sem pagar. Osório, que se nega a usar celular, continua sendo usuário de orelhões.

— Às vezes, preciso caminhar até achar um funcionando, mas vale a pena. Agora, vou ligar ainda mais até voltarem a cobrar — comentou, ainda surpreso com a situação existente desde o ano passado.

Osório falou de graça com a família Foto: André Ávila / Agencia RBS

No teste feito pelo Diário Gaúcho, foram verificados os orelhões próximos à Esquina Democrática: na Avenida Borges de Medeiros e nas ruas dos Andradas, Uruguai e José Montaury. Havia aparelhos renovados nesta semana, como apontaram os comerciantes locais, até enferrujados e destruídos — a maior parte deles na Borges de Medeiros, onde oito dos 11 orelhões estão impossibilitados de uso.

Copeira de um hotel na área, Ana Cláudia de Melo, 39 anos, testou cinco deles antes de conseguir efetuar a ligação.

— Fiquei anos usando apenas celular, mas a facilidade de ligar de graça para telefone fixo me fez voltar ao orelhão. Economizo e ainda posso falar por mais tempo. O único problema é a quantidade de orelhões fora de serviço. A gente tem que caminhar para achar um funcionando — disse.

Vandalismo é o maior problema Foto: André Ávila / Agencia RBS

Vândalos e gastos

E é justamente o vandalismo é um dos problemas apontados pela OI para ainda não ter alcançado a meta de disponibilidade exigida pela Anatel. De janeiro a novembro de 2016, 10% dos cerca de 46 mil orelhões instalados no Estado foram danificados por vândalos. Em Porto Alegre, onde há 5.877 orelhões espalhados em vias e estabelecimentos públicos com maior concentração de pedestres, os problemas vão desde a retirada do display (placa de LCD) do aparelho até destruição total da peça. A empresa, porém, não divulga valores de prejuízos.

Para piorar a situação da OI, considerada a maior concessionária de telecomunicações do Brasil, a queda no uso de orelhões vem causando mais gastos do que lucros. Hoje, 68,2% deles não geram chamadas tarifadas e
29,9% não são sequer utilizados. Apenas 0,04% da planta de telefones públicos gera receita suficiente para o pagamento do próprio custo de manutenção.


 

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