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Encare a Crise 15/12/2016 | 22h23Atualizada em 15/12/2016 | 22h23

Veja caminhos para não depender do INSS na hora de se aposentar

Nova aposentadoria exigirá reservas de quem pretende ganhar mais do que o teto

Veja caminhos para não depender do INSS na hora de se aposentar Gabriel Renner / Arte ZH/Arte ZH
Foto: Gabriel Renner / Arte ZH / Arte ZH

As mudanças na aposentadoria propostas pelo governo Michel Temer trarão regras mais duras aos trabalhadores. Pelo projeto, será preciso aguardar até os 65 anos para pedir a aposentadoria ao INSS e contribuir por pelo menos 49 anos para ter 100% do benefício.

– Quem pretende manter o padrão de vida ou ganhar mais do que o teto da previdência (hoje em R$ 5.189,82) terá de fazer uma reserva – afirma o consultor financeiro Marcelo Monteiro.

Há duas ramificações quando se planeja uma segunda renda. Uma é contratar plano de previdência privada. A outra é guardar dinheiro por conta, de olho na data para sacar, ou viver dos rendimentos.

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– Se você consegue reservar por conta, encontra produtos mais rentáveis – diz Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos.

Cada opção tem vantagens e desvantagens. Nos planos de previdência privada, há uma lista de cobranças que reduzem o rendimento. Há também o peso das taxas de administração dos fundos, que podem ficar em torno de 3% ao ano.

– Os planos de previdência têm uma engenharia maior, com seguros e suporte ao poupador, mas isso tem custo – destaca Monteiro.

Uma opção são os planos de previdência fechados, que podem ter a adesão de funcionários de uma mesma empresa ou associação. Para quem decide guardar dinheiro por conta, há fundos de investimento de renda fixa (em que se sabe quanto irá render desde o início) que cobram taxas de administração até 50% mais baixas do que os fundos de previdência e dispensam a taxa de carregamento.

– Há os títulos de tesouro, que protegem da inflação e trazem ganho real, e as letras de crédito, que rendem até 100% do juro básico da economia – aponta Müller.

Guardar dinheiro por conta própria

-Lado bom: é possível escolher aplicações com baixas taxas de administração e que trazem bons rendimentos e também aderir às faixas mais baixas de Imposto de Renda, já que a aplicação é de longo prazo.

-Lado ruim: é preciso disciplina para guardar mensalmente, e buscar, preferencialmente, apoio de especialistas para simular qual a aplicação necessária para a aposentadoria.

-Quanto acumulo ao aplicar mensalmente R$ 200 em títulos do tesouro, ao final de 20 anos? R$ 205,2 mil

Aderir a planos de previdência privada

-Lado bom: é prático, pode-se programar a contribuição ou receber boletos para pagar. Há modalidades que abatem no IR.

-Lado ruim: há cobranças, como taxa de carregamento (sobre cada contribuição), taxas do fundo de administração (que incidem anualmente sobre o valor), e seguros.

-Quanto acumulo ao aplicar, por mês, R$ 200 na previdência privada, em 20 anos? R$ 136,8 mil

Aderir a planos de previdência fechados

-Lado bom: oferecidos por empresas ou instituições, têm menos burocracia. São vantajosas quando a empresa deposita um adicional.

-Lado ruim: a adesão é condicionada ao vínculo com a empresa. Muitas vezes, a empresa complementa a contribuição apenas dos funcionários com salários mais altos, o que pode ser desvantajoso.

-Quanto acumulo guardando R$ 200 (mês) em 20 anos (com adicional da empresa)? R$ 295,6 mil

 

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