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Distrito Federal06/12/2016 | 21h20Atualizada em 06/12/2016 | 21h38

Vice-diretor humilha estudante e o obriga a ficar descalço em sala de aula

O caso aconteceu segunda-feira em escola de Planaltina, no Distrito Federal

Vice-diretor humilha estudante e o obriga a ficar descalço em sala de aula Reprodução / Reprodução/Reprodução
Estudante de 12 anos, descalço, ficou de cabeça baixa e chorando em sala de aula Foto: Reprodução / Reprodução / Reprodução
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O vice-diretor do Centro de Ensino Fundamental Araponga, em Planaltina (DF), é acusado de humilhar um aluno de 12 anos ao obrigá-lo a entrar descalço em sala de aula. O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira.

A vítima contou ao Diário Gaúcho que jogava futebol com uma bola de papel no pátio da escola quando o profissional apareceu e recolheu o objeto. O menino estava descalço e carregava o chinelo nas mãos, para que não estragassem.

— Eu joguei o chinelo no chão pra calçar. Ele não deixou e pisou no meu pé — conta.

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Segundo o aluno, o profissional, depois de pisar em seu pé, recolheu o calçado e o levou para a sala da direção sem falar nada. O menino, então, esperou que o vice-diretor se acalmasse e foi procurá-lo. Ele disse que o encontrou próximo à secretaria, em um corredor, por onde passavam outros alunos.

Conforme o estudante, quando pediu o chinelo de volta, recebeu a seguinte resposta do vice-diretor:

— Você não queria andar descalço? Agora anda! — lembra-se o menino, falando, ainda, sobre as risadas que ouviu de quem estava por perto.

Depois disso, e com vergonha, ele seguiu descalço para a sala de aula, onde ficou de cabeça baixa e chorando até a chegada dos conselheiros tutelares Joana D'Arc Corá e Gustavo Camargos, acompanhados da polícia militar. A denúncia foi feita por um funcionário do centro de ensino.

— Fomos até a sala e vimos que ele estava de cabeça baixa, com os pés juntinhos e descalço. Chorava muito. Do caminho do pátio até a sala tinham vários alunos, e ele foi humilhado diante dos colegas — conta Joana.

O vice-diretor foi detido e levado à 31ª delegacia de Polícia Civil, onde depôs e foi liberado. Na sua versão, o educador afirmou que o motivo para abordar o aluno foi indisciplina e não a ausência de calçado. Falou que o menino foi repreendido porque promovia uma algazarra e que instigava os outros estudantes.

"Ao olhar em volta o professor viu um par de sandálias e então percebeu que o aluno estava descalço. Como o jovem não havia atendido a solicitação de parar a algazarra, o professor, então pegou as sandálias e pediu para que ele fosse à sua sala para conversarem e pegar a sandália de volta. O estudante não quis ir até a direção pegar as sandálias e voltou para à sala de aula descalço", diz o depoimento.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso.

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