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Contagem regressiva 04/01/2017 | 17h08Atualizada em 04/01/2017 | 17h08

Menino que mora em hospital: prefeitura de Canoas avalia a situação

Assistente social da prefeitura visitará Roger Inácio Dutra da Silva, nove anos, e a mãe, que vivem em hospital em Porto Alegre

Menino que mora em hospital: prefeitura de Canoas avalia a situação Bruno Alencastro/Agencia RBS
Roger vive dentro de hospital desde que nasceu, há nove anos Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Uma assistente social da Secretaria de Saúde de Canoas irá nesta quinta-feira ao Hospital São Lucas da Pucrs para visitar a família do menino Roger Inácio Dutra da Silva, nove anos, que depende de tratamento médico contínuo e, por isso, mora no hospital ao lado da mãe, a artesã Eva Flores Dutra, 48 anos. Há três anos, ele recebeu alta médica, com a condição de ter disponível uma enfermeira particular (home care) quatro vezes por semana para auxiliá-lo na alimentação parenteral — dieta pela veia. Em dezembro do ano passado, a Justiça determinou em primeira instância que Canoas, onde vivem os pais de Roger, e o Estado forneçam o atendimento adequado ao menino.

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A história de Roger, que tem síndrome de Down e doença de Hirschsprung (que obrigou os médicos a retirarem parte do intestino do menino), foi publicada no jornal em 28 de dezembro do ano passado. Sem condições financeiras de pagar pelo tratamento, a família exige a estrutura fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

— Meu filho só quer ter uma vida como qualquer outra criança, com direito a passear com a família e a conviver com outras crianças — afirma a mãe.

Devido ao recesso do Judiciário estadual, com a suspensão de prazos processuais entre 20 de dezembro de 2016 e 20 de janeiro de 2017, as secretarias de saúde de Canoas e do Estado poderão definir a partir de 23 de janeiro se recorrerão à Justiça no caso. Porém, desde a semana passada, empresas especializadas em home care estão visitando Roger no hospital, a pedido da nova gestão da prefeitura de Canoas. O objetivo é orçar todos os gastos com o tratamento domiciliar do menino.

A advogada da família, Paula Santos, considera que, em casa, o gasto com os tratamentos, levando em conta serviço de enfermagem, aparelho para aplicação de alimentação especial, medicamentos e materiais, seria pouco mais da metade do valor gasto no hospital — onde estão incluídos despesas com hotelaria.

Por meio de nota, a secretária da Saúde de Canoas, Rosa Maria Groenwald, informou na tarde desta quarta-feira que está "aguardando as empresas entregarem o orçamento do home care. Em relação a alimentação e medicação, esperamos o fornecimento pelo Estado. Nesta tarde (quarta-feira), foi deslocada uma equipe com assistente social para avaliação das condições de domicílio. No entanto, não havia ninguém na residência. Já havia sido realizada visita em 30/12/2016, quando também não foi encontrado ninguém. Amanhã pela manhã (quinta-feira) a assistente social da Secretaria de Saúde irá até ao hospital da PUC para contatar a familiar e equipe médica".

A Secretaria Estadual da Saúde informou que "as áreas técnicas vão analisar analisar as solicitações e verificar a viabilidade de atendimento da ordem judicial".








 
 
 

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