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Carnaval de Porto Alegre10/01/2017 | 18h38Atualizada em 10/01/2017 | 19h52

Sem o dinheiro da prefeitura, apenas uma escola mantém o trabalho de confecção das alegorias

A União da Vila do IAPI, que conseguiu patrocínio do setor privado, movimenta o seu barracão

Sem o dinheiro da prefeitura, apenas uma escola mantém o trabalho de confecção das alegorias André Ávila/Agencia RBS
Carros ainda com decoração de 2016 Foto: André Ávila / Agencia RBS

Na segunda semana de janeiro, ainda que a previsão seja de um Carnaval temporão em Porto Alegre, com desfiles marcados para os dias 10 e 11 de março, o cenário é preocupante no Complexo Cultural do Porto Seco. 

Em apenas um dos 14 barracões destinados às escolas de samba há trabalho em andamento na confecção de alegorias. 

 A situação reflete a falta de repasse dos cachês pela prefeitura e, agora, a certeza de que as escolas de samba não contarão com verba pública neste ano.

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— Para tocarmos o trabalho, é necessário que se tenha uma certeza ou um forte indicativo de que vamos conseguir dinheiro. Cada serralheiro no barracão nos custa R$ 1,1 mil por semana — argumenta o presidente da Império da Zona Norte, João Carlos Martins, o Gago.

Patrocínio

Visão diferente tem Jorge Sodré, presidente da União da Vila do IAPI, única escola, por enquanto, a obter patrocínio do setor privado. 

Pelo menos quatro pessoas, além do carnavalesco Sérgio Guerra, confeccionam as alegorias que a chamada Tricolor da Zona Norte planeja apresentar neste Carnaval.

— Temos que ter desfile sim, e competitivo — defendeu Sodré.

Porém, cada vez mais, Sodré parece isolado em sua posição. Na segunda-feira, os presidentes da Bambas da Orgia, Cleomar Rosa, e da atual Campeã, Imperatriz Dona Leopoldina, Vitor Hugo Amaro, falando à reportagem, mostraram-se simpáticos à ideia de um desfile não competitivo. 

Nesta terça-feira, o presidente da Império da Zona Norte e o diretor de Carnaval da Embaixadores do Ritmo, Gustavo Giró, já admitiam essa possibilidade.

Alegoristas de Parintins querem que o trabalho seja visto

Serralheiros tocam trabalho no barracão da União da Vila do IAPI Foto: André Ávila / Agencia RBS

No barracão da União da Vila do IAPI, parte da mão de obra vem de longe. Pelo sexto ano consecutivo, três serralheiros e um escultor de Parintins, no Amazonas, vêm a Porto Alegre para trabalhar em barracão de escola de samba e trazer o conhecimento e a prática adquiridos em um dos maiores festivais folclóricos do país.

Mesmo recebendo pagamento pelo trabalho em dia, o quarteto tem sua preocupação diante da possibilidade da não realização dos desfiles ou de que, caso ocorram, não sejam competitivos, dispensando assim o uso de alegorias.

— Vai ser frustrante, porque queremos ver o trabalho na passarela — diz o serralheiro João Carlos da Silva Amazonas, 46 anos. 

Além dele, executam essa função no barracão seus conterrâneos Sebastião Leite dos Santos, 45, e Rainer da Silva, 29, enquanto que Miguel Mendonça, 53, responde pelas esculturas em isopor e ferro.  


 
 
 

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    DeividMina pq tu parece livro de colorir do Menino Maluquinho q veio de brinde no diário gaúcho 2002 dia das crianças por + 2,90$$há 1 horaRetweet
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