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Opinião15/03/2017 | 07h00Atualizada em 15/03/2017 | 07h00

Felipe Bortolanza fala sobre a contratação do goleiro Bruno por clube mineiro

Felipe Bortolanza fala sobre a contratação do goleiro Bruno por clube mineiro Banco de dados/Agência RBS
Foto: Banco de dados / Agência RBS

Varginha, 20 de janeiro de 1996.

Na pacata cidade de 100 mil habitantes, ao sul de Minas Gerais, três meninas relatam ter visto um ser estranho, baixinho e de olhos vermelhos. Do dia para a noite, pesquisadores e inúmeras testemunhas começaram a falar sobre o "ET de Varginha". A partir daí, surgiram mais relatos sobre criaturas, objetos não identificados e até mortes misteriosas. Varginha saiu em dezenas de revistas especializadas e ganhou fama mundial.

Varginha, 14 de março de 2017.

Passados 21 anos, a cidade volta a ser centro das atenções. Agora, não mais nas páginas de mistérios/ufologia, mas no tema esportivo/policial. Diferentemente da visão das meninas, o ET da vez tem rosto, nome, profissão. Bruno Fernandes de Souza, 32 anos, goleiro, foi apresentado ontem pelo Boa Esporte, clube da Série B do Campeonato Brasileiro. Vai ganhar cerca de R$ 12 mil por mês.

Briga até dentro de casa

De semelhante entre ele e o ET o fato que ambos provocam medo, tensão e discórdia. Afinal, Bruno foi preso pela morte de Eliza Samúdio, ex-amante que alegava ter um filho com ele.

Desde que a negociação com o jogador se tornou pública, há uma semana, parte da torcida se revoltou e patrocinadores rescindiram contrato com o clube, não querendo associar a marca com a figura de Bruno, que está em liberdade condicional. Ou seja: a qualquer momento ele pode voltar à cadeia. Mas o presidente do Boa, Rone Moraes, diz que o atleta tem direito a retomar a vida. Justificativa que já gerou racha na direção do clube. Pai de duas filhas, até dentro de casa o presidente arrumou briga. Por que será, então, que ele abraçou esta contratação? Ele não é claro, e insiste em dizer que "gosta de um desafio" e que o "Boa não está fazendo nada de errado, não é um Tribunal de Justiça, é um clube".

Nem se vestisse a camisa 10

Fato é que a crueldade do crime está muito presente. Eu não gostaria de ver Bruno defendendo o meu time. Muito menos ele tendo cumprido apenas sete dos 22 anos de condenação.Tens coisas que só acontecem no Brasil. Se oET de 1996 chegasse hoje a Varginha, ele não seria a principal notícia. Nem se vestisse acamisa 10 do Boa.

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