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Tecnologia08/04/2017 | 10h03Atualizada em 08/04/2017 | 10h06

Alunos de escola pública de Gravataí vão disputar final mundial de campeonato de robótica

Equipe The Brazilian Trail Blazers #1772  disputará  torneio em Houston, no Texas (EUA), a partir do dia 19 de abril

Alunos de escola pública de Gravataí vão disputar final mundial de campeonato de robótica Omar Freitas/Agencia RBS
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Uma equipe formada em 2005, com o objetivo de estimular e capacitar alunos de escolas públicas de Gravataí nas áreas de ciência e tecnologia, vem alcançando resultados importantes no mundo da robótica, em competições envolvendo equipes de diversos países. O grupo — ao todo são 20 pessoas — já participou de mais de 20 competições e passou por países como Estados Unidos, China e Austrália.

As mais recentes conquistas da equipe The Brazilian Trail Blazers #1772, que teve origem na Escola Estadual Heitor Villa Lobos, no Bairro Cohab C, foram nas competições Southern Cross Regional (campeã, além de dois prêmios) e South Pacific Regional (segundo lugar), ocorridas em março, em Sydney, na Austrália. 

Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Há apenas sete equipes no Brasil dessa categoria, só duas envolvendo alunos de escolas públicas, incluindo a de Gravataí. Com a vitória, a The Brazilian Trail Blazers #1772 conquistou uma vaga para a final do campeonato mundial, que irá acontecer em Houston, no Texas (EUA), a partir do dia 19 de abril. A equipe tem como patrocinadores GM e Novelis.

De acordo com o estudante de engenharia elétrica Maicon Albuquerque de Lima, 24 anos, que foi aluno da Heitor Villa Lobos e hoje é um dos mentores do grupo, a condição para participação na equipe é ser oriundo de escolas públicas e ter idade mínima de 14 anos. Como promove palestras e eventos divulgando o trabalho, sempre há interessados e ocorre a renovação de parte do grupo.

Maicon, que está na equipe desde 2007, explica que os interessados em participar não precisam ter conhecimentos técnicos prévios, mas pré-requisitos importantes como comprometimento, responsabilidade, dedicação e vontade de aprender. Além disso, sempre depois que acaba uma temporada — geralmente em abril — são abertas inscrições para novos membros e, assim que a equipe está formada, inicia o trabalho de formação, no qual os participantes recebem aulas nas áreas de mecânica, elétrica, programação, pneumática, além de inglês. A participação na equipe é gratuita.

Clima de cooperação

— A experiência com a equipe foi importante na decisão pelo curso técnico — disse Eric Van Fortes, 17 anos, que cursa mecânica e usinagem.

Nem todos os membros da equipe, no entanto, se envolvem diretamente na construção do robô — o que deve ocorrer em seis semanas. Há outras tarefas distribuídas entre eles. A estudante de administração Emili Pandolfo, 20 anos, umas das mentoras do grupo, destaca o clima de cooperação que envolve competições como as que a The Brazilian Trail Blazers #1772 participa. Além disso, os envolvidos somam o conhecimento de outras culturas a partir das viagens.

— A gente joga um contra o outro, mas não tem clima de rivalidade — explica.

A partir de maio, devem abrir novas vagas (de cinco a sete). A inscrição é feita pelo site do grupo e há uma seleção. Os encontros são geralmente aos sábados, na sede do parque dos funcionários da GM, em Gravataí e, durante o período de construção do robô, o trabalho é realizado das 8h às 19h.

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Como é a competição

/// A equipe participa, anualmente, de uma competição chamada FIRST. Nessa competição, times de vários países são convidados a projetar, programar e construir robôs que executem tarefas específicas com base em proposta de jogo que mudam todo o ano. Cada equipe tem seis semanas para concluir seu projeto e enviá-lo ao local onde competirá.
/// A FIRST tem por missão inspirar os jovens a se tornarem futuros líderes, envolvendo-os em programas que desenvolvam suas habilidades de comunicação e de liderança, fazendo deles autoconfiantes.
/// Para construção do robô _ que é feito de alumínio e pesa em torno de 40kg — são usadas ferramentas comuns como serra de corte, chave de boca, martelo, entre outras. Há peças mais complexas que são feitas fora. A parte elétrica é sempre reaproveitada de um robô para o outro.

Para saber mais

Site oficial da Equipe
Facebook
Link da Competição



 
 
 
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