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Opinião10/04/2017 | 13h59Atualizada em 10/04/2017 | 15h49

Carlos Etchichury: a ousadia do crime

Editor-chefe do Diário Gaúcho comenta as recentes operações criminosas que surpreenderam o Estado pelo nível de complexidade

Carlos Etchichury: a ousadia do crime Mateus Bruxel / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS / Agência RBS

Em menos de 50 dias, o crime organizado deu duas demonstrações de força que surpreendem pelo investimento e pela ousadia. O caso mais recente ocorreu no sábado à tarde. Criminosos locaram um helicóptero, em Canela, na Serra, para um passeio inocente até Triunfo. O objetivo seria proporcionar um passeio a um casal de idosos. 

Após a aterrissagem, homens armados com fuzis renderam o piloto, arrancaram as portas da aeronave, equiparam o aparelho com cordas e proteção metálica para um suposto enfrentamento. Até um piloto, supostamente contratado pelos bandidos, participou da operação. 

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De acordo com a Polícia Civil, o alvo estaria cerca de cinco minutos de voo do ponto onde o helicóptero pousou: o complexo prisional de Charqueadas, que concentra mais de 4,5 mil apenados. O helicóptero seria usado para resgatar criminosos, provavelmente mantidos na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde estão confinados líderes de facções.

Por algum motivo, a operação foi abortada e o helicóptero, abandonado. Uma operação desta natureza, além de ousada, é cara. Só para realizar o suposto passeio os bandidos pagaram R$ 5 mil em espécie. Pelo relato do piloto, havia veículos de luxo em poder da quadrilha e pelo menos cinco homens, todos fortemente armados, envolvidos na operação. 

Poucas vezes o Brasil presenciou tamanha demonstração de força. O colega Renato Dorneles recorda que apenas o lendário traficante José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, fundador do Comando Vermelho, conseguiu esta proeza. Fugiu a bordo de um helicóptero, do presídio da Ilha Grande, em Angra dos Reis.

O outro fato perturbador, que demostra o poder do crime organizado, foi o túnel que ligaria uma casa ao Presídio Central, identificado pela polícia às vésperas do Carnaval. Com muito dinheiro e disciplina, homens, provavelmente sob a fiscalização de um engenheiro, compraram imóvel e realizaram uma obra complexa, que permitiria a fuga de dezenas de presos.

Agora, cabe aos investigadores atar os pontos ainda soltos. Seria a mesma organização responsável pelas duas ações? Qual será a próxima ação do crime no Estado?

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