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Dia Internacional 14/04/2017 | 08h00Atualizada em 14/04/2017 | 10h50

Em tempos de crise, veja como o café pode se tornar uma fonte de renda extra ou o próprio ganha-pão

Casal morador do Bairro Menino Deus driblou o desemprego vendendo a bebida quentinha no Centro da Capital e já pensa em ampliar o negócio 

Em tempos de crise, veja como o café pode se tornar uma fonte de renda extra ou o próprio ganha-pão Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Esta sexta-feira é o dia internacional de uma bebida que, além de um hábito, vem garantindo o sustento de muita gente que deixou o mercado informal em função da crise econômica e encontrou no café a matéria-prima para empreender. No Centro, é possível encontrar incontáveis térmicas cheias da bebida fumegante que ajuda muita gente a começar a jornada de trabalho com mais coragem.

— Estamos vivendo uma crise. Roupa, por exemplo, a pessoa usa de dois, três anos atrás, mas todo mundo é obrigado a comprar comida. O raciocínio foi esse quando resolvemos vender café — afirma a administradora de empresas Daiane Ortiz, 35 anos, que desde agosto iniciou a atividade com o esposo Daniel Strabação, 33.

Faturamento bom

Em março de 2016, ela perdeu o emprego de secretária, na mesma época em que Daniel deixou o trabalho de vigilante. De lá para cá, o casal que mora no Bairro Menino Deus passou a acordar às 3h para preparar sanduíches, cuecas viradas, bolos, pizzas e outros lanches, além do café, que é o carro-chefe da pequena banca na Rua dos Andradas. Por dia, são vendidos mais de dez litros de café. Cada copo custa R$ 2. Por mês, o faturamento fica próximo de R$ 3 mil. 

— Eu fiquei na fila do Sine durante quatro meses e não consegui nada. Aí, o seguro-desemprego estava acabando e precisávamos fazer alguma coisa — explica Daniel.

A ideia, conforme Daiane, é formalizar a atividade. O casal sonha com um modelo de food bike, que existe em São Paulo, mas o investimento ainda é alto. Eles também avaliam a possibilidade de aluguel de algum espaço para seguir atuando no ramo da alimentação.

— O bacana é que vamos tentando agradar o cliente para que ele não vá na concorrência — afirma Daiane.

Negócio legalizado


Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

/// A Smic esclarece que o café só pode ser comercializado por ambulantes se for preparado em máquina de inox. A fiscalização monitora e atua no Centro. 

/// Ambulantes interessados na formalização podem procurar o setor de licenciamento de atividades ambulantes da Smic (Avenida Osvaldo Aranha, 308), das 9h às 16h, sem fechar ao meio-dia. 

/// Mais informações pelo 3289-4731, com Gilberto Simon.


 

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