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Encare a Crise25/05/2017 | 20h00Atualizada em 25/05/2017 | 20h24

Com emprego em queda, é hora de ajustar o orçamento para evitar sustos

Encontrar o equilíbrio entre gastos e ganhos é fundamental para manter as contas em ordem.

Com emprego em queda, é hora de ajustar o orçamento para evitar sustos Arte ZH/Arte ZH
Foto: Arte ZH / Arte ZH

Os resultados da pesquisa de emprego divulgada na semana passada decepcionaram os gaúchos. No mês de abril, o Estado fechou 3 mil vagas em relação a março, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho – na contramão da média brasileira, que apresentou mais abertura do que fechamento de postos de trabalho. 

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A persistência da crise – agravada pelos escândalos em Brasília – sinaliza que é prudente manter uma reserva para emergências, dizem consultores financeiros, pois, em caso de desemprego ou perda de renda, é importante ter onde buscar dinheiro sem ter de recorrer a empréstimos, com seus juros altíssimos. 

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– A orientação para equilibrar o orçamento e conseguir manter uma reserva financeira é ter ciência da real situação financeira em que a pessoa se encontra. É preciso saber exatamente quais são as dívidas que possui, o valor de cada uma e as condições de pagamento, por exemplo – afirma o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

Disciplina para evitar os excessos

Um dos principais erros de quem se perde no orçamento é gastar muito com supérfluos, como restaurantes caros, roupas de marca e smartphones que oferecem mais funções do que as realmente necessárias. A soma desses gastos pode levar a novas dívidas e estrangular as contas.

– Uma dica é estabelecer um limite de gasto por mês que caiba no orçamento e, assim que o limite for alcançado, não gastar mais – sugere Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco.

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De acordo com a psicóloga Lizandra Arita, existem pessoas que são motivadas por questões momentâneas, considerando importante o comprar "aqui e agora", sem levar em conta os efeitos no longo prazo. Por isso, ela sugere frieza para avaliar como a compra que está para ocorrer irá impactar o saldo na conta bancária ao final do mês e comprometer objetivos de longo prazo.

Outra falha recorrente dos que não conseguem equilibrar as contas é sempre pagar parcelado. Mesmo quando não há juros, como em alguns casos do parcelamento do cartão e até no mercado de bairro, comprando "pendurado", a conta vai subindo e comprometendo o orçamento dos meses seguintes. 

– Muitas pessoas não compreendem que pagar no crédito, parcelar ou fazer uma caderneta em açougue ou mercado para acertar no final do mês também são formas de endividamento – afirma Domingos.

Ter disciplina para conter excessos e começar a economizar pode servir tanto para formar a reserva de emergência quanto para planejar compras maiores e até a aposentadoria, orienta Denise:

– Mais do que investir muito, é importante investir sempre. Quanto antes você começar a investir, mais os juros o ajudam a alcançar os seus objetivos.

6 passos para colocar as contas em dia e economizar

1. Conheça o seu orçamento
Numa planilha no computador, em um caderno ou no aplicativo do celular, anote todos seus ganhos mensais e as despesas projetadas. Some cada uma separadamente e compare os totais de ganhos e de gastos. Com isso, você saberá se terá dinheiro até o fim do mês ou se terá que cortar as despesas para não estourar o orçamento. 

2. Cortar exageros
Conhecendo sua realidade, analise o que poderá ser cortado. Comece por gastos supérfluos e substitua custos mais elevados por outros mais baixos, como um restaurante caro demais e até um carro que tenha custo de manutenção mais alto por outro popular. 

3. Defina um teto nos gastos do dia a dia
Para evitar gastos exagerados, uma dica é estabelecer um limite de gasto por mês que caiba no orçamento e, assim que o limite for alcançado, não gastar mais.

4. Aumente a renda
Se for preciso, busque maneiras para aumentar os ganhos: dar aulas, prestar consultoria, desenvolver trabalhos manuais e artísticos, por exemplo, podem ser opções. Também vale procurar itens que não são mais usados e vender para outras pessoas.

5. Não crie dívidas desnecessárias
Parcelamento só deve ser opção quando a compra é essencial. Mesmo quando o juro é baixo, parcelar o pagamento traz comprometimento da renda por vários meses, tirando um dinheiro que, mais à frente, pode fazer falta. 

6. Comece a poupar
Equilibrados ganhos e despesas, é hora de criar a reserva de emergência. Defina um valor mensal (R$ 100, por exemplo) e guarde antes de pagar as contas ou fazer outros gastos. Essa é uma ótima forma de conseguir poupar todos os meses e, com o rendimento, sua poupança tende a crescer rapidamente. 

Fontes: Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco, Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), e Lizandra Arita, psicóloga.



 

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