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Violência em hospital02/05/2017 | 17h11Atualizada em 02/05/2017 | 17h11

Idosa agredida por enfermeiro dentro de UTI morre em São Paulo

Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que o funcionário foi afastado. Conselho Regional de Enfermagem e Polícia Civil investigam o caso

Idosa agredida por enfermeiro dentro de UTI morre em São Paulo Hedilaine Aparecida Garcia / Reprodução / Facebook/Reprodução / Facebook
Idosa foi agredida por enfermeiro de hospital em São Paulo Foto: Hedilaine Aparecida Garcia / Reprodução / Facebook / Reprodução / Facebook

A idosa Thereza de Jesus Garcia, agredida na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, morreu na noite de domingo, 30 de abril. A informação foi confirmada pela secretaria municipal de Saúde da cidade, que, por meio de nota, disse que o enfermeiro suspeito da agressão está afastado das funções.

O caso teria acontecido na madrugada do dia 16 de abril, três dias depois de a idosa de 78 anos se submeter a uma cirurgia arterial. Em vídeo gravado por um dos filhos e veiculado no jornal SPTV, Thereza conta como aconteceu.

— Ele me xingou de todo nome e foi me bater, e bateu até cansar — disse Thereza, que, dias antes, havia sido submetida a cirurgia arterial.

Ao mesmo jornal, Hedilaine Aparecida Garcia, filha de Tereza, lamentou a agressão sofrida pela mãe.

— Minha mãe realmente foi espancada. Ver minha mãe com o olho roxo, com o rosto roxo, com o queixo roxo, impossibilitada de se defender, uma senhora de 78 anos... É inadmissível isso — reclamou.

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Em nota, enviada ao Diário Gaúcho, o hospital afirma que está à disposição da família de Thereza para esclarecimentos. Diz, ainda, que uma sindicância está em andamento para investigar os fatos.

"É importante ressaltar que trata-se de uma paciente idosa e com doenças preexistentes que agravavam o quadro clínico geral. Ela foi submetida a uma cirurgia arterial de alto risco e a família estava ciente das possíveis complicações. Vale destacar que o óbito se deu por complicações pós-cirúrgicas, como insuficiência renal e cardíaca", diz o texto.

A gerência de comunicação do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) informou, também por meio de nota, que o órgão instaurou sindicância para investigar o caso. Se forem constatados indícios de infração ética, será instaurado processo ético-profissional.

"Os profissionais envolvidos serão notificados para manifestarem a suas versões do fato, garantido o direito de defesa. As penalidades previstas na Lei 5.905/73, em caso de confirmação da infração são: advertência, multa, censura, suspensão temporária do exercício profissional ou cassação do exercício profissional", diz a nota.

O 5º Distrito Policial da Polícia Civil de São Paulo, no bairro da Aclimação, investiga o caso. O Diário Gaúcho não conseguiu contato com o delegado Otávio Mascarenhas até a publicação desta reportagem.

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