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Papo reto13/05/2017 | 08h01Atualizada em 13/05/2017 | 08h02

Técnica do pacotinho usada por policiais: "Não funciona nem em adestramento de cachorros"

Método no qual as mãos do detido são algemadas nas costas e o pé se encaixa entre os pulsos, preso nas algemas, repercutiu na internet 

Técnica do pacotinho usada por policiais: "Não funciona nem em adestramento de cachorros"  /
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Soube que muitos policiais têm usado uma técnica chamada "pacotinho", na qual as mãos do detido são algemadas nas costas e o pé se encaixa entre os pulsos, preso na corrente das algemas. Sei de muitos que foram, inclusive, aplaudidos nas redes sociais por isso. 

Seria muito bom se a polícia tivesse coragem de fazer isso com os políticos que roubam. Sim, porque a mesma polícia que faz pacotinho com o jovem bandido da periferia é subordinada a políticos bandidos que a mãe do menino empacotado ajudou a escolher. 

As fotos que circulam exibindo a técnica não têm nenhum motivo de alegria, só de alerta. Alerta para o jovem não ir para o crime, para o policial não fazer semblante satisfeito ao prender um jovem com idade para ser seu filho. Alerta para a forma de imobilização, pois o pacotinho é cruel com quem também já é cruel, e essa lógica pedagógica não funciona nem em adestramento de cachorros. 

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Muitos desses jovens já foram meninos de dez anos que não eram bandidos. Em algum momento, o bandido nasceu dentro deles. Eu quero que o "bandido morra", mas quero que o ser humano que existe neles fique vivo, pois quando matamos o ser humano para eliminar o bandido é como se tocássemos fogo na casa para eliminar o cupim. 

O menino foi burro ao entrar para o crime, e nós somos burros por matar esse menino, achando que, assim vamos nos livrar do problema. Mais importante do que armar ratoeiras é não deixar a cozinha suja. Temos uma sociedade suja e queremos que os filhos dela sejam limpos. Mas, por outro lado, não damos água para que se lavem.


 

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