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Economia24/07/2017 | 17h29Atualizada em 24/07/2017 | 17h29

Para driblar o aumento da gasolina, confira se o posto oferece desconto no pagamento à vista

Economia vale para quem tem o dinheiro na mão. Se precisar usar o usar limite do cheque especial, é furada.

Para driblar o aumento da gasolina, confira se o posto oferece desconto no pagamento à vista Erik Farina/Agência RBS
Posto na Getúlio Vargas oferecia gasolina comum a R$ 3,859 para quem pagasse à vista. No crédito, custava R$ 0,10 a mais Foto: Erik Farina / Agência RBS

Pagar à vista ou com cartão de débito o combustível pode revelar preços mais vantajosos aos motoristas. Diante do aumento do imposto sobre a gasolina, anunciado na quinta-feira passada (20) pelo governo federal, alguns postos passaram a reforçar promoções que diferenciam preços conforme o meio de pagamento.

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Na Avenida Getúlio Vargas, 525, quase esquina com a Avenida Ipiranga, no Bairro Menino Deus, em Porto Alegre, um posto de bandeira BR vendia gasolina comum por R$ 3,859 na tarde desta segunda-feira (24) para quem pagasse com dinheiro vivo ou à vista no cartão de débito. Quem pagava no cartão de crédito desembolsava R$ 0,10 a mais.

— Esse desconto para dinheiro corresponde às taxas do cartão que deixamos de pagar à operadora. No caso do débito, oferecemos um preço mais baixo porque, mesmo que paguemos taxas, o dinheiro entra mais rápido na conta do que quando é o crédito — explica a gerente Iris Maria Bobrowski.

Não vale entrar no rotativo

Para encher o tanque de um carro popular com 40 litros naquele estabelecimento, o valor era R$ 154,36 à vista. No crédito, a conta subia para R$ 158,36 (2,59% a mais). Entretanto, vale o alerta: deve-se pagar à vista apenas quando se tem dinheiro na conta, uma vez que quem for entrar no negativo irá esbarrar em outra "mordida": o juro do cheque especial, que passa de 13% ao mês — ou seja, muito acima do desconto.

Um pouco mais adiante na mesma avenida, um posto de bandeira branca oferecia descontos ainda mais audazes: o litro da gasolina comum baixava de R$ 3,789 para R$ 3,609 se fosse pago no débito ou em dinheiro.

— O patrão também consegue um preço melhor quando compra à vista da distribuidora e repassa ao cliente — explica o frentista Artur Bernardes.

Nesse caso, encher o tanque de um carro popular (considerando 40 litros), que custaria R$ 151,56 no cartão de crédito, sairia R$ 144,36 em dinheiro ou no débito. 

Tendência deve estimular a concorrência

Conforme o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), Adão Oliveira, desde que a legislação passou a permitir a cobrança diferenciada para pagamento em dinheiro no comércio, diversos postos passaram a oferecer descontos na gasolina.

— Hoje, ainda são poucos os postos que oferecem essa diferenciação, mas a tendência é de que a concorrência estimule outros a seguirem o mesmo caminho — afirma Adão.

A nova norma, mencionada por Adão, vigora desde dezembro de 2016 e é reivindicação antiga dos comerciantes, pois ajuda a diminuir o impacto das taxas cobradas por operadoras nas transações feitas em cartões de crédito ou de débito. Uma das regras é que os comerciantes informem, de maneira clara e pública em placas, a possibilidade de descontos para pagamento à vista. 

Diretora-executiva do Procon Porto Alegre, Sophia Martini Vial salienta que o comerciante não pode destacar somente o valor à vista mais baixo nas placas, como fez o posto da Avenida Getúlio Vargas, 525:

– Tem que informar os dois valores (à vista e a prazo) em local visível para o consumidor. Ele não pode ser surpreendido na hora de pagar com um valor maior. 

 

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