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Violência à espreita06/09/2017 | 12h08Atualizada em 06/09/2017 | 14h46

Escola municipal Vila Monte Cristo faz "abraço" pedindo segurança

Assalto a professora no portão da escola motivou manifestação na manhã desta quarta-feira

Escola municipal Vila Monte Cristo faz "abraço" pedindo segurança Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Bruna Porciúncula
Bruna Porciúncula

— Eu queria que as pessoas entendessem que isso não é discurso, sabe? É a nossa realidade — lamentava, em tom de súplica, a professora Janete Machado em frente à Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Monte Cristo, no bairro Vila Nova. 

Na manhã desta quarta-feira, pais, alunos e professores se organizaram para um abraço simbólico ao prédio da instituição, na zona sul de Porto Alegre, pedindo mais segurança. 

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Há cerca de um ano, a comunidade escolar não conta com um guarda e, há poucos dias, uma professora foi assaltada no portão da escola por bandidos armados. O crime ocorreu pela manhã, quando a docente chegava para uma atividade de formação. Ela precisou entrar em licença para se recuperar do trauma. Foi o estopim de uma situação que vem se agravando.

— Será que estão esperando que algo grave ocorra dentro da escola para fazerem alguma coisa? Estão esperando invadir a escola para resolver a situação? — questiona a presidente do conselho escolar e mãe de alunos, Silvana Rodrigues.

A Vila Monte Cristo tem em torno de 1,3 mil alunos, distribuídos nos três turnos. O acesso fica permanentemente aberto porque as professoras não conseguem se dividir entre as aulas e o monitoramento. Por conta disso, não são raras a entrada de estranhos no pátio durante o recreio e a saída de estudantes sem autorização dos professores.

— Estamos mesmo de mãos amarradas — resume a orientadora educacional, Cínthia Bordini.

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Internamente, a direção tenta como pode conter a violência. A instituição integra o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), da Brigada Militar, em que são repassadas a professores e alunos informações e orientações para reduzir agressões no âmbito escolar. No entanto, a violência no entorno e outras dificuldades, como a falta de pessoal e até de material didático, têm ganhado território dia a dia. Sem recursos humanos suficientes, a Monte Cristo não dá conta de cuidar das turmas, o que reserva aos professores um xeque-mate todos os dias.

— Mesmo que a gente esteja numa região de vulnerabilidade, nossa escola sempre foi muito boa. Agora, a gente vive um caos — diz Janete.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal da Educação (Smed) para saber das providências quanto à reposição do guarda na escola e quanto à falta de professores. Na tarde desta quarta-feira, a assessoria de imprensa do órgão municipal informou que pediu reforço no policiamento para a Secretaria Municipal de Segurança, mas não deu detalhes sobre como isso será feito na Monte Cristo. Quanto a destinar mais professores para escola, ressaltou que não há previsão para que isso aconteça.

 

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