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Papo reto30/09/2017 | 08h00Atualizada em 30/09/2017 | 08h00

Manoel Soares: "Deixar de ser machista não é fácil, mas é necessário"

Conversar com seu filho sobre esse texto já é um começo. Leia com ele e pergunte se meninos e meninas podem as mesmas coisas

Manoel Soares: "Deixar de ser machista não é fácil, mas é necessário"  /
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Será que, ao ver mulheres seminuas na televisão, seu filho faz comentários pejorativos? E como você, que é pai ou mãe, se sente a respeito? Se bate uma pontinha de orgulho, cuidado: esse sentimento é o prazer de colocar mais um machista no mundo. 

Termos como "Fala igual homem", "Tá que é uma mulherzinha", "Homem não chora", "Segura suas cabritas que meu bode está solto", "Botei o pau na mesa", "Tem que ter culhão", "Isso é para cabra macho", "Deixou de ser consumidor e virou fornecedor", "Isso é falta de homem", "Mulher é assim mesmo", "Mulher é igual mosquito, só sossega no tapa"... são alguns do exemplos de machismo que moram em nosso vocabulário diário. Todos os dias, ensinamos e reproduzimos esses termos para filhos e filhas, mostrando a eles que mulher é menor e que nós, homens, podemos fazer e acontecer. 

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A questão é que cada frase dessas é mais um prego no caixão da autoestima das mulheres. Elas ou sofrem com isso, ou se anestesiam como se isso não importasse — mas importa. Quando nós, homens, começamos tirando essas palavras de nosso vocabulário, caminhamos para entender que o short curto de uma menina não é para que nós façamos comentários, que o decote dela não nos diz respeito. 

Conversa

Deixar de ser machista não é fácil, talvez alguns de mente fraca até se sintam menos homens por não poderem exercer seu "direito de desrespeitar", mas isso é necessário. Conversar com seu filho sobre esse texto já é um começo. Leia com ele e pergunte se meninos e meninas podem as mesmas coisas. 

Essa conversa, talvez, revele um lado do seu filho e filha que você desconhece. Talvez, não seja possível tirar o machismo dos homens, mas podemos impedir que entre nos meninos.



 

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