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Seu problema é nosso05/09/2017 | 09h29Atualizada em 05/09/2017 | 09h29

Moradora de Viamão espera por cirurgia no tornozelo há dois meses

Adriana quebrou o tornozelo esquerdo depois de uma queda, no início de julho

Moradora de Viamão espera por cirurgia no tornozelo há dois meses Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Há quase dois meses, a auxiliar de limpeza desempregada Adriana Pereira Pinto, 42 anos, peregrina pela rede pública de saúde da Região Metropolitana em busca de uma cirurgia. 

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Ela quebrou o tornozelo esquerdo depois de uma queda, no início de julho. Como ficou durante todo esse tempo com a mesma tala colocada no primeiro atendimento, o osso quebrado colou de forma errada. 

Moradora do bairro Santa Cecília, em Viamão, Adriana buscou socorro em Porto Alegre logo depois da queda, em 8 de julho. 

Peregrinação 

Adriana foi atendida no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Lá, foi colocada uma tala gessada e recomendado que a moradora de Viamão procurasse atendimento em seu município de residência, onde deveria fazer a marcação de cirurgia para reparar a fratura. 

Em Viamão, Adriana pediu o encaminhamento para cirurgia durante atendimento no seu posto de saúde de referência. No dia 21 de julho, ela ainda não havia sido chamada para a operação. Sofrendo com dores no tornozelo fraturado, Adriana resolveu buscar atendimento em Porto Alegre novamente. 

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Ela, então, foi atendida via SUS na clínica Sultrauma e encaminhada para o Postão da Cruzeiro para continuar o tratamento. Porém, segundo a assessoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pelo Hospital Cristo Redentor (HCR), Adriana não pôde aguardar o atendimento no Postão da Cruzeiro, já que a fila estava muito grande, e decidiu procurar o HCR. Lá, foi informada de que não poderia passar por cirurgia no local por não ser moradora de Porto Alegre. 

Internação 

Somente no dia 19 de agosto, mais de um mês depois de ter se acidentado, Adriana foi chamada para o atendimento no Instituto de Cardiologia/Hospital de Viamão, para onde havia sido feito pedido de encaminhamento para cirurgia pela unidade básica de saúde do seu bairro. No dia 21, segunda-feira retrasada, ela foi internada no Hospital de Viamão, onde permanece até hoje. 

— Só hoje (ontem), depois de quase dois meses, mexeram no meu pé e trocaram a tala. Meu osso colou errado e meu pé está torto, eu não consigo caminhar e dói muito. E aqui só sabem dizer que o hospital não tem material para fazer a cirurgia — reclama Adriana. 

Cirurgia vai ser hoje, diz hospital 

A assessoria de imprensa do Hospital de Viamão explicou o motivo da demora na realização do procedimento. Segundo nota enviada pela instituição, o hospital teve um problema com o fornecedor responsável por órteses e próteses. 

Porém, ainda conforme a nota, a questão foi solucionada, e a cirurgia de Adriana foi agendada para hoje. O hospital não soube informar o horário em que será feito o procedimento. 

A assessoria do GHC explicou que o HCR tem condições de fazer cirurgias deste tipo desde que o paciente esteja encaminhado ou regulado para o hospital por meio da Secretaria Estadual de Saúde. E ainda explicou que, como o município de Viamão está em gestão plena de saúde (atende desde casos mais simples até situações mais graves), tem condições de resolver a questão — por isso, Adriana foi reencaminhada para a cidade.

*Produção: Alberi Neto 

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