Saiba o que levar em conta antes de mandar eletrodomésticos para conserto - Notícias - No Diário Gaúcho você encontra notícias do RS, informações de utilidade pública, muito entretenimento, além de conteúdos esportivos e jornalismo policial.

Versão mobile

Encare a Crise11/09/2017 | 04h00Atualizada em 11/09/2017 | 04h00

Saiba o que levar em conta antes de mandar eletrodomésticos para conserto

Antes de providenciar o conserto de um aparelho estragado, calcule se vale a pena fazer este investimento  

Saiba o que levar em conta antes de mandar eletrodomésticos para conserto Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

A dona de casa Leia Henrique é craque quando o assunto é garantir o proveito máximo dos eletrodomésticos que tem em casa. Moradora do bairro Cidade Baixa, na Capital, já mandou para o conserto geladeira, máquina de lavar e aparelhos de menor porte, como a cafeteira. Tudo para evitar de gastar, desnecessariamente, em um novo item.

– Se a marca é boa e o aparelho não havia apresentado nenhum defeito anteriormente, quando estraga faço questão de procurar manutenção – afirma ela.

Leia mais
Calculadora do conserto: faça as contas e veja se vale a pena mandar o eletrodoméstico para arrumar
Onde buscar apoio gratuito para colocar as contas em dia
Seu eletrodoméstico não tem mais conserto? Saiba onde descartá-lo

Avaliar tempo de uso, custo do produto em relação a um novo e também o consumo de energia são algumas direções para que a pessoa decida se vale a pena procurar um ponto de manutenção ou ir ao shopping comprar uma máquina zerada. Odilon Francisco Duarte, coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da PUCRS, afirma que a vida útil do produto (informação que pode ser obtida nos Serviço de Atendimento ao Cliente de cada indústria) ajudará a indicar se salvá-lo é, realmente, o melhor caminho.

– Se um aparelho tem vida útil de dez anos e, pelos oito ou nove anos, apresenta um defeito, não valerá a pena fazer o conserto, pois a tendência é de que a partir daí outros problemas passem a ocorrer – afirma.

Leia outras matérias do Encare a Crise

Se o equipamento estiver longe de "expirar", o cálculo a fazer é se o custo de manutenção, incluindo peça, mão de obra e logística, ultrapassará 30% do preço de um item novo. Se ficar abaixo disso, a manutenção costuma ser uma boa pedida. Para alguns aparelhos, a manutenção costuma ser menos atraente sob ponto de vista financeiro.

– A máquina de lavar roupa, por exemplo, costuma causar transtorno quando precisa de manutenção, pois é complexo fazer o desmonte, e as peças têm valor agregado alto – explica Daniel Monteiro, proprietário da Montec Peças e Serviços, empresa que faz este tipo de conserto.

Conta de luz

Outro fator a ter em conta é o consumo de luz. Uma geladeira, por exemplo, rapidamente fica obsoleta na tecnologia de uso de energia, portanto, as mais antigas podem pesar em demasia na conta de luz. Todas essas dicas, no entanto, valem apenas para equipamentos fora da garantia. As que estão cobertas devem sempre ter como prioridade a manutenção.

Independentemente da garantia, após a compra de um aparelho, o Código de Defesa do Consumidor garante que a pessoa tem até 90 dias para reclamar de eventuais defeitos. A empresa, por sua vez, deve fazer o conserto em até um mês. Caso não o faça, ela tem três opções: substituir o item por outro, devolver a quantia paga ou oferecer um desconto para o comprador. Ocorrências mais graves, como a explosão de um eletrodoméstico, podem render uma ação de reparação de danos contra a empresa.

O que levar em conta antes de mandar arrumar

- Se o valor total do serviço (incluindo transporte, mão de obra e peças) ultrapassar 30% do preço de um modelo novo, ligue o alerta: poderá valer mais a pena substituir o aparelho antigo.
- Verifique a vida útil média do produto: se estragar próximo do prazo final (20% do tempo para sair de uso), o conserto dificilmente valerá a pena, pois outras peças também tendem a estragar na sequência. A informação da vida útil deve ser repassada pelos Serviços de Atendimento ao Cliente (SACs) das indústrias e podem constar no manual de uso.
- Se tiver um equipamento muito defasado em relação aos que estão chegando ao mercado, o conserto poderá não ser boa opção em razão da eficiência energética. Em geral, a cada cinco anos, há uma redução de cerca de 10% do consumo energético dos eletrodomésticos lançados, ou seja, mesmo que gaste um pouco mais para comprar um novo, a economia na conta de luz poderá compensar.
- Quando é necessário levar pela segunda vez um aparelho para o conserto, mesmo que seja por motivo diferente do anterior, é porque chega a hora de trocar. Quando uma peça estraga e o equipamento é antigo, muitas vezes afeta as demais e causa efeito cascata. Além disso, a montagem e desmontagem pode acelerar seu desgaste.
- Muitas vezes, a necessidade de manutenção decorre do mau uso dos equipamentos – geladeiras que recebem panelas quentes, ar-condicionado sem troca de filtro, micro-ondas que recebem talheres. Portanto, tire um tempinho e leia o manual de instruções, também cumpra as orientações de manutenção e limpeza quando houver. Será uma medida prática para aumentar a vida útil e economizar dinheiro.


 

Vídeos recomendados para você

 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros