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Seu problema é nosso16/10/2017 | 10h32Atualizada em 16/10/2017 | 10h32

Tratamento no exterior é esperança para jovem da Capital

Douglas foi diagnosticado com a doença de Machado-Joseph quando tinha 17 anos. Agora, arrecada doações para se tratar na Tailândia

Tratamento no exterior é esperança para jovem da Capital Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Douglas quer ir para a Tailândia com a noiva, Andressa Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Douglas William Salsa da Silva, 24 anos, do bairro Partenon, na Capital, sofre da doença de Machado-Joseph e pretende fazer um tratamento de aplicação de células tronco que não está disponível no Brasil. O jovem foi diagnosticado quando tinha 17 anos. Agora, arrecada doações para buscar uma esperança na Tailândia. 

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— É uma doença rara, e o tratamento não é muito conhecido. Existe na Tailândia e na China — afirma a noiva de Douglas, Andressa Vieira Prestes, 27 anos. 

Ela é promotora de vendas e, com o pai de Douglas, João Carlos Barros da Silva, além de outros familiares e amigos, vem lutando para conseguir financiar o tratamento. Além das doações, eles ainda planejam bazares e jantares beneficentes para arrecadar os R$ 180 mil que precisam para custear a ida à clínica. Até sexta-feira, o valor arrecadado alcançava R$ 5.545. 

Diagnóstico 

A doença de Machado-Joseph é hereditária e causa degeneração do sistema nervoso. Valdiva Cardoso Salsa, avó, e Andréia Cardoso Salsa, mãe de Douglas, também foram afetadas pela síndrome. O principal sintoma é o comprometimento da coordenação motora. 

— Infelizmente, na época em que a mãe dele estava doente, nem fisioterapia conseguiram. Ela faleceu há cinco anos, quando tinha 39 anos — conta Andressa. 

Perda de memória, dificuldade de deglutição, fraqueza nos membros e alterações na fala são outras manifestações clínicas. A doença pode surgir a qualquer momento, sendo mais comum na idade fértil, em ambos os sexos. Ainda não existe cura, e o tratamento visa a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. 

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Andressa e Douglas se inspiraram na história de Lorena Santos, 23 anos, também portadora da síndrome, que voltou a andar e a se alimentar sozinha após o terapia com células-tronco realizada na Tailândia, no início deste ano. 

Uma campanha online e uma decisão judicial auxiliaram nos custos da viagem. O casal de Porto Alegre também busca apoio na Justiça. O tratamento que será feito em Bangkok será de 20 dias. Lá, Douglas terá uma rotina de atividades de recuperação motora e injeções de células tronco. 

Atualmente, o jovem frequenta a AACD quatro vezes por semana, onde realiza fisioterapia aquática, ocupacional e de solo. A terapia funciona para travar o avanço da doença, mas não promete melhora nos sintomas. 

Como ajudar

— Quem quiser ajudar nos custos do tratamento de Douglas pode acessar a vaquinha online

— Também é possível fazer depósito bancário no banco Itaú, agência 0938, conta 50757- 1, variação 51, em nome de Rita Barros, tia de Douglas.

*Produção: Leticia Gomes 

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