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Brincadeira para todos09/11/2017 | 07h00Atualizada em 09/11/2017 | 07h00

Feevale busca brinquedos para adaptá-los para crianças com paralisia cerebral

Após serem adaptados pela Feevale, brinquedos serão entregues para entidades cadastradas no Natal

Feevale busca brinquedos para adaptá-los para crianças com paralisia cerebral Anselmo Cunha/Especial
Regina e Maurício participarão do workshop que ensinará a fazer Foto: Anselmo Cunha / Especial

Comandado pela professora Regina Heidrich, um grupo de estudantes da Feevale, em Novo Hamburgo, desenvolveu uma adaptação para tornar brinquedos eletrônicos acessíveis a crianças com dificuldades de coordenação motora. Uma criança com paralisia cerebral tem dificuldade, por exemplo, de acionar o botão de um carrinho para fazê-lo andar. O que o grupo fez foi criar um acionador – espécie de um botão que pode ser pressionado com facilidade por quem tenha dificuldades motoras – e um adaptador para conectá-lo ao brinquedo. 

Agora, um projeto em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), de Portugal, tem o objetivo de ensinar a técnica a outras pessoas para tornar o Natal de crianças com necessidades especiais mais alegre. 

A campanha Mil Brinquedos Mil Sorrisos adaptará brinquedos eletrônicos, tornando-os acessíveis a crianças com deficiência, que serão doados para instituições beneficentes cadastradas no projeto. Para isso, a Feevale está recolhendo brinquedos eletrônicos que podem ser doados até o dia 16 de novembro. Os brinquedos podem ser usados, desde que estejam em bom estado. 

A comunidade poderá aprender a técnica em um workshop que a universidade promoverá no dia 17 de novembro, direcionado a acadêmicos, profissionais e a qualquer pessoa que tiver interesse. A aula de quatro horas irá ensinar a fazer a adaptação no brinquedo e a confecção do acionador. Em lojas especializadas, um acionador para brinquedos eletrônicos custa cerca de R$ 190.

— O objetivo é multiplicar a técnica para a comunidade e mostrar que a adaptação é simples e barata. O material usado para fazer o acionador custa R$ 14 — explica Regina, que é professora do Mestrado e Doutorado em Diversidade Cultural e Inclusão Social, além dos cursos de Computação e Engenharia Mecânica.

"Quase nenhum brinquedo é feito para crianças com limitações motoras"
A professora trabalha há 20 anos com desenvolvimento de softwares e hardwares adaptados a brinquedos e com material pedagógico voltado para crianças com paralisia cerebral, com foco em tecnologia de custo acessível para o público de baixa renda. Entre os projetos que ela toca na Feevale estão o de livros multissensoriais que trazem uma série de recursos, como texturas, sons, contrastes, símbolos, fontes adaptadas e braile.

No projeto dos acionadores para os brinquedos, trabalham oito alunos bolsistas dos cursos de Design, Psicologia, Administração e Moda. Aluno de Design, Maurício Hilgert, 26 anos, conta que a ideia do workshop é mostrar a facilidade de fazer acionador com baixo custo: 

— É também uma forma de conscientizar, porque nunca se pensa, ao desenvolver o brinquedo, na criança que terá dificuldade de acionar aquele botão. Com isso, é só tocar o acionador no corpo que o brinquedo irá funcionar. 

Segundo a professora Regina, a parceria com o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), de Portugal, ocorre porque de lá veio a inspiração para o desenvolvimento do acionador feito na Feevale.  

— Quase nenhum brinquedo é feito para crianças com limitações motoras, mas não podemos privá-las deste contato por isso. Ela pode brincar com um brinquedo eletrônico, desde que esteja adaptado a ela — afirma Regina. 


 

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