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Seu problema é nosso14/11/2017 | 10h01Atualizada em 14/11/2017 | 10h01

Problema com esgoto ocorre há dois anos em bairro de Porto Alegre 

O Dmae explicou que o que acontece na Travessa Coronel Rego é uma obstrução do coletor público cloacal

Problema com esgoto ocorre há dois anos em bairro de Porto Alegre  Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Vazamento estava assim na semana passada Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

A estudante Larissa Padilha Rodrigues, 17 anos, convive há dois anos com um problema na via onde vive, Travessa Coronel Rego, próximo ao número 351, bairro Coronel Aparício Borges, em Porto Alegre: o esgoto cloacal que corre por toda a extensão da rua. 

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Moradora do local desde que nasceu, ela explica que a situação é muito incômoda para todos os vizinhos e que, mesmo depois de entrar em contato com os órgãos públicos, nada é feito. 

— Quando chove, piora. A água suja chega até a minha casa. O cheiro é horrível, mas a nossa maior preocupação são as crianças. É muito fácil de cair na água, elas podem pegar uma doença ou se machucar — relata a jovem. 

Larissa explica que o problema começa com um cano que está entupido. Ela acredita que limpezas e outras medidas paliativas não farão o problema desaparecer por se tratar de uma questão estrutural. 

— É muito frustrante, parece que não se importam com as nossas reclamações. Além de não virem aqui, nem uma resposta por telefone nós recebemos, só pedem para a gente esperar — desabafa Larissa. 

Ontem, quantidade que vazava era menor Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Desobstrução 

O Departamento de Águas e Esgotos (Dmae), através de sua assessoria de imprensa, explicou que o que acontece na Travessa Coronel Rego é uma obstrução do coletor público cloacal.

O órgão informou que o problema normalmente ocorre pelo mau uso da rede de esgoto – onde são encontrados absorventes, fraldas, buchas de pano e areia, entre outros itens que não deveriam ser descartados no vaso sanitário. Eles confirmaram que o desentupimento de parte da canalização foi realizado no sábado passado, após contato do Diário Gaúcho, feito na sexta-feira. 

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A administração pública informou que, conforme pesquisa realizada pela equipe, o prazo informado por Larissa, de dois anos, não confere. O Dmae afirmou que o atraso no atendimento do último registro era de 11 dias, devido ao elevado número de pedidos na fila de espera. 

Prefeitura descobriu outros pontos

Ontem, a reportagem fez novo contato com a moradora, e Larissa explicou que, quando saiu de casa, o vazamento continuava, ao contrário do que foi informado pelo Dmae. 

O departamento afirmou que os protocolos disponibilizados pela leitora se referem ao número 107 da Travessa Coronel Rego. O órgão explicou que, nesse local, o coletor cloacal foi efetivamente desobstruído no sábado passado, após contato do DG. 

Após a nova reclamação da leitora, uma equipe do Dmae percorreu toda a extensão da via e verificou que o esgoto escorre de outros pontos. Assim, prometeu que ainda ontem seria feita a desobstrução do coletor cloacal nesses demais locais. 

*Produção: Leticia Gomes

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