Após ser campeã de gastos, Câmara de Gravataí zera diárias entre vereadores em 2017 - Notícias

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Raio-X 29/12/2017 | 15h51Atualizada em 29/12/2017 | 15h51

Após ser campeã de gastos, Câmara de Gravataí zera diárias entre vereadores em 2017

Em série de reportagens publicada em 2016, Gravataí se destacava como a Câmara da Região Metropolitana que mais gastava com diárias de viagens

Campeã de gastos com diárias de viagem entre janeiro de 2013 e junho de 2016, segundo levantamento realizado pelo Diário Gaúcho, a Câmara de Vereadores de Gravataí zerou este gasto entre parlamentares em 2017. 

Apenas servidores viajaram e gastaram R$ 2.106,85 ao longo de 2017. No período do levantamento do DG, em três anos e meio, só a Câmara de Gravataí, que tem 21 vereadores, gastou R$ 715.578,98. O valor era maior do que o dinheiro gasto para esta finalidade na Câmara de Vereadores de São Paulo, a maior do país, no mesmo período. A Câmara paulista, que tem 55 vereadores, usou R$ 276.750,95 em diárias entre janeiro de 2013 e junho de 2016.

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A discussão para extinguir as diárias de viagens começou quando o vereador Dilamar Soares (PSB) propôs, em fevereiro deste ano, o primeiro projeto que previa o fim do benefício. A proposta original, que não chegou a ir a votação, foi modificada pela mesa diretora, que propôs emenda dando brecha apenas para viagens a Brasília, quando então foi aprovada pela Câmara. 

— Ninguém mais foi viajar por causa da pressão das pessoas. Estamos num momento de crise e temos que dar o exemplo. Sempre tive o entendimento de que os cursos feitos nessas viagens não melhoravam a cidade — argumenta Dilamar. 

Entre janeiro de 2013 e junho de 2016, o destino mais visitado pelos vereadores foi Brasília. Foram 94 viagens à Capital Federal em três anos e meio.

O presidente da Câmara Nadir Rocha explica que a decisão de economizar dinheiro com viagens partiu de um acordo feito entre os parlamentares para cortar despesas extras:

— Vivemos um momento muito difícil e a Câmara precisa colaborar com alguma coisa. Cortamos para ajudar a prefeitura. Só vamos (viajar para Brasília) se for de extrema necessidade, como não houve essa necessidade, ninguém foi para lugar nenhum. Foi uma consciência nossa mesmo. 


 
 
 
 
 
 
 
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