Gaúcho que perdeu as pernas em atropelamento no réveillon de Florianópolis consegue comprar próteses com doações - Notícias

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Seu problema é nosso15/12/2017 | 10h37Atualizada em 15/12/2017 | 10h37

Gaúcho que perdeu as pernas em atropelamento no réveillon de Florianópolis consegue comprar próteses com doações

A vaquinha na internet criada para arrecadar fundos para a compra de próteses para o empresário deu muito certo

Gaúcho que perdeu as pernas em atropelamento no réveillon de Florianópolis consegue comprar próteses com doações RBS TV / Reprodução/Reprodução
Foto: RBS TV / Reprodução / Reprodução

Criada em junho, a vaquinha na internet para arrecadar fundos para a compra de próteses para o empresário Nilandres Lodi, 37 anos, deu certo. Em um mês, foram obtidos os R$ 40 mil necessários para adquirir o equipamento que, agora, está ajudando- o a voltar a caminhar. 

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Nilandres perdeu as duas pernas depois de ter sido atropelado na calçada por um Camaro, na Praia de Ingleses, em Florianópolis, durante a festa de Réveillon deste ano. 

Ele estava com a mulher, Cristiane Flores, 31 anos, que morreu dois dias depois, e com o amigo Gean Matos, que teve traumatismo craniano e ainda sofre com as sequelas do acidente. 

Os três comemoravam a virada do ano na frente da residência onde o casal vivia com os dois filhos. Ali, também funcionava a loja de som automotivo que eles mantinham. 

Vida melhor 

De volta a Passo Fundo, no norte gaúcho, onde mora sua família, Nilandres segue adaptando- se à nova vida — o uso das próteses começou no final de outubro. 

— Agora, eu consigo, pelo menos, voltar a fazer alguma coisa dentro de casa, andando com as muletas — comemora, feliz com os avanços e pensando nos cuidados com a filha adolescente e o filho de seis anos. 

A criação está sendo dividida com a família: 

— Acredito que, de agora em diante, vai ser bem melhor! A vaquinha foi criada com o apoio de amigos de Santa Catarina e dos familiares. 

Foto: RBS TV / Reprodução

A auxiliar de telemarketing Ana Caroline de Souza, 21 anos, foi uma das organizadoras: 

— A gente ficou bem feliz com o resultado e só tem a agradecer a quem conseguiu ajudar. 

Na Justiça, o compasso é de espera Enquanto se recupera, Nilandres pensa na sua busca: 

— Eu nunca vou desistir, vou até o fim, até que, um dia, a Justiça seja feita. Isso não é só por mim, é por ela (Cristiane). 

O casal e o amigo foram atropelados pelo Camaro conduzido por Jeferson Bueno, morador de Sapiranga que ficou foragido por meses até que a Justiça revogasse o pedido de prisão — quando se apresentou e pagou fiança de R$ 70 mil. 

O caso é julgado em Santa Catarina. 

Já o processo civil, que pede indenização de R$ 3,2 milhões, tramita em Passo Fundo. Segundo a defesa de Nilandres, a pensão alimentícia determinada pela Justiça não vem sendo paga por Jeferson, e Nilandres sobrevive com o apoio da família. 

— Sonhos, eu tinha antes. Hoje, tenho um objetivo, de colocar as próteses e voltar a andar, de continuar a pedir Justiça para que alguma coisa seja feita. Para que a pessoa que causou isso, que destruiu minha família, não faça isso com outras pessoas, para que não destrua a vida de mais uma família — desabafa.

*Dulce Sachetti - RBS TV Passo Fundo

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