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Moradores compram canos para rede pluvial, mas prefeitura de Alvorada não começa as obras

Em abril, após arrecadar R$ 315 dos cerca de 30 moradores da via, o material foi adquirido. A prefeitura prometeu iniciar a obra 40 dias após a compra, mas isso ainda não ocorreu

27/12/2017 - 09h27min

Atualizada em: 14/05/2018 - 09h22min


Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Os moradores da Rua Antão de Lima Franco, no bairro Formosa, em Alvorada, têm que conviver com uma situação desconfortável. A via, que não tem encanamento de esgoto pluvial, fica intransitável em dias de chuva. 

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O funcionário público Jorge Augusto Paim John, 56 anos, tem batalhado ao lado de seus vizinhos para melhorar as condições do local. De acordo com Jorge, no início do ano, a prefeitura da cidade se comprometeu a fornecer mão de obra caso os moradores fizessem a compra dos canos necessários para construir a tubulação. 

Em abril, após arrecadar R$ 315 por residência, entre as 30 da via, o material foi adquirido. A administração pública — que tinha prometido iniciar a obra 40 dias após a compra — ainda não começou a fazer a obra. Enquanto isso, os tubos ficam jogados em um terreno baldio. 

— O mais frustrante é que nos comprometemos a comprar os canos, e a prefeitura está sempre enrolando, dando desculpas — desabafa Jorge. 

A via, que também não é asfaltada, já tem um trânsito difícil de pedestres e carros em dias normais. Quando chove, a situação fica ainda pior. Nessas ocasiões, o fluxo de água na rua é intenso, e como o local tem uma certa inclinação, os moradores temem que a força da chuva cause incidentes. 

— As crianças têm que andar no barro, a van escolar não consegue nem passar — explica o morador. 

Coleta prejudicada 

Em julho de 2013 — quando o Diário Gaúcho começou a acompanhar a saga dos moradores da Rua Antão de Lima Franco —, patrolas foram solicitadas, como uma medida paliativa para o problema. 

Até o meio deste ano, os nivelamentos eram feitos regularmente, o que não vem acontecendo mais. 

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— A coleta de lixo é irregular, mas entendemos que não é culpa dos garis. Fica impossível andar por aqui quando chove, já ficamos uma semana sem coleta. Em dias secos, eles deixam o caminhão no começo da rua e percorrem o trajeto a pé — diz Jorge. 

Arliana Fiuza de Almeida, 27 anos, é dona de casa e, junto com a sua mãe, a doméstica Jurema Fiuza de Almeida, 57 anos, tem comandado os esforços para dar continuidade à obra. Moradoras do local desde a década de 1990, elas lutam para reverter a situação precária em que vivem. 

Insetos 

Para suprir a falta de encanamento, há cerca de cinco anos, cavaram fossas negras — buracos no solo, cobertos ou não, para onde são direcionados a água e os dejetos da casa. 

— É muito difícil, não podemos guardar o carro na garagem, as crianças não ficam livres para brincar, a rua é cheia de insetos — argumenta Arliana. 

Prefeitura promete início dos reparos para fevereiro

A Secretaria de Obras e Viação (SMOV) de Alvorada informou que dará início à obra até fevereiro de 2018. 

O órgão alega que ainda falta a liberação por parte de um morador – já que as tubulações precisarão passar por seu terreno. Além disso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAN) também precisa liberar parte da obra, que ainda passará por um arroio. 

Para o início dos reparos, a SMOV explicou que a prefeitura também vai comprar mais de 200 metros de canos. E ressaltou que existe uma modalidade de parceria com a comunidade onde os moradores entram com alguns materiais e a prefeitura com a mão obra, como foi o caso da Rua Antão de Lima Franco.

*Produção: Leticia Gomes 

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