Após ser baleado, ex-vereador conhecido como "Chinês" morre em Tramandaí - Notícias

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Litoral Norte08/01/2018 | 18h22Atualizada em 08/01/2018 | 18h22

Após ser baleado, ex-vereador conhecido como "Chinês" morre em Tramandaí

Valdonez Anchete da Silva foi baleado na cabeça, no tórax e no braço. Ele chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos

 

Valdonez Anchete da Silva, 53 anos, ex-vereador de Tramandaí foi baleado dentro do estabelecimento do qual é dono, a Loja do Chinês, na cidade do Litoral Norte, na tarde deste domingo (7). A suspeita da polícia para o crime contra Chinês, que tem antecedentes por envolvimento com o tráfico de drogas e já chegou a ser preso, é de acerto de contas do tráfico.
Foto de urna do ex-vereador, na última eleição que disputou, em 2004Foto: Divulgação / TSE

O ex-vereador Valdonez Anchete da Silva, 53 anos, conhecido como "Chinês", morreu na manhã desta segunda-feira (8) em Tramandaí em decorrência de ter sido baleado na tarde de domingo, em seu estabelecimento, a Loja do Chinês, localizado no bairro Litoral. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça, no tórax e em um dos braços e chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.

Investigadores acreditam que o crime tenha sido motivado por disputas pelo tráfico de drogas na região. Ninguém foi preso até o momento.

Segundo a Polícia Civil, dois homens chegaram à Loja do Chinês e efetuaram diversos disparos contra o ex-parlamentar. Em seguida, os suspeitos fugiram em um táxi, nas imediações da Avenida Mario Totta, próximo ao estabelecimento comercial de Valdonez. De acordo com o delegado Paulo Perez, há fortes indícios de que ele estaria envolvido com o tráfico de drogas e tenha sido alvo de uma facção criminosa.

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O ex-vereador, que concorreu ao cargo pela última vez em 2004, possuía antecedentes por envolvimento com tráfico de drogas e, em 2006, chegou a ser preso pela Polícia Federal (PF) em operação que investigou uma quadrilha de tráfico internacional com operações no Litoral Norte e no Vale do Sinos.

A suspeita é de que Chinês traficava maconha e crack na região, e o crime tenha ocorrido em retaliação ao controle exercido por ele na área. Em outras duas ocasiões, a execução do ex-vereador esteve nos planos de facções criminosas. Na primeira, policiais militares prenderam quatro homens suspeitos de estarem organizando uma emboscada contra ele, inclusive com o nome do ex-parlamentar em uma lista de desafetos que deveriam ser executados pelo grupo.

Na segunda ofensiva contra Chinês, a Polícia Civil encontrou um áudio de conversa de um adolescente, que havia sido apreendido, com uma facção criminosa no qual o jovem relata ao chefe como faria a execução do ex-vereador.

A investigação da Polícia Civil vai analisar, nesta segunda-feira (8), imagens de câmeras de segurança na Loja do Chinês para tentar identificar os suspeitos envolvidos no crime.

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