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Suposto ritual satânico18/01/2018 | 13h27Atualizada em 18/01/2018 | 13h27

Bombeiros retomam buscas por ossadas em investigação sobre esquartejamento de crianças

Trabalhos são concentrados em Novo Hamburgo, no bairro de Lomba Grande

Bombeiros retomam buscas por ossadas em investigação sobre esquartejamento de crianças Fernando Gomes/Agencia RBS
Buscas iniciaram na quarta-feira em terreno de templo, em Gravataí Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

O Corpo de Bombeiros voltou a fazer buscas nesta quinta-feira (18) por ossadas durante a investigação da Polícia Civil sobre o esquartejamento de duas crianças em suposto ritual satânico na Região Metropolitana.  Os trabalhos são concentrados em Novo Hamburgo, no bairro de Lomba Grande, que faz limite com a área de Gravataí por estradas vicinais. 

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Foi nesta região que foram encontrados os corpos de duas crianças esquartejadas, em um matagal, em setembro de 2017. Os agentes da Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo querem excluir qualquer possibilidade de haver mais corpos na região.

Na quarta-feira (17), as buscas foram feitas no distrito de Morungava, em Gravataí. Cães e até uma retroescavadeira foram usados na área do templo. Os agentes encontraram apenas um osso. Há uma suspeita de investigadores de que seja de um animal. Mesmo assim, o osso foi encaminhado para o Instituto Geral de Perícias para a confirmação.

A Polícia Civil, após polêmica envolvendo declarações do delegado Moacir Fermino, que substituía o titular da Delegacia de Homicídios, mantém o caso sob sigilo. Por isso, não dá detalhes sobre os trabalhos feitos agora.

Quatro pessoas acusadas do crime estão presas. Seriam o mandante, Jair da Silva, o filho dele, Andrei Jorge da Silva, o "bruxo" do templo, Sílvio Rodrigues, e um discípulo dele, Márcio Miranda Brustolin. Três pessoas estão foragidas — que seriam outro mandante, outro filho de Jair e um argentino que teria trocado as crianças por um caminhão roubado na região de Missiones.

Recentemente, a Polícia Civil obteve a prorrogação por mais 60 dias do inquérito sobre o esquartejamento de crianças no suposto ritual satânico. A Justiça também decretou a quebra do sigilo telefônico e dos computadores dos presos. 

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A defesa

A defesa de Sílvio Rodrigues, que alega que não há provas técnicas no inquérito e que o mesmo está baseado "apenas" no depoimento de duas testemunhas, solicitou a liberdade do bruxo. Três habeas corpus foram negados pela Justiça.

Ontem, o advogado do "bruxo", Marco Mejía, garantiu que nada seria encontrado no local:

— Tenho certeza de que não vão encontrar nada de ossada humana. Faltam provas de relação do crime existente com Sílvio e com o templo. Só foram encontrados ossos de cachorros.

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