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Educação19/01/2018 | 07h00Atualizada em 19/01/2018 | 07h00

Cursos profissionalizantes garantem renda para alunos de Bagé

Beneficiários do projeto Economia Solidária podem participar de sete cursos de qualificação oferecidos pela prefeitura de Bagé

Cursos profissionalizantes garantem renda para alunos de Bagé Rodrigo Sarasol/Prefeitura de Bagé
Curso de Pintura Automotiva é o mais recente Foto: Rodrigo Sarasol / Prefeitura de Bagé

Uma parceria entre a prefeitura de Bagé e o governo federal está possibilitando qualificação profissional aos moradores da cidade, distante 377km de Porto Alegre. Em um ano, 102 pessoas frequentaram os sete cursos ofertados pelo projeto Economia Popular Solidária (EPS). 

Cada oficina — caldeiraria, panificação, construção civil, jardinagem e paisagismo, serigrafia e corte e costura — tem duração de 100h, cada. O objetivo é qualificar a mão de obra da cidade e dar novas oportunidades aos cidadãos que desejam ingressar ou reingressar no mercado de trabalho. Para que o projeto fosse colocado em prática, o governo federal liberou R$ 3,4 milhões para compra de insumos e contratação de instrutores. A prefeitura deu uma contrapartida R$ 249.750 para complementação do pagamento dos professores. No final do ano passado, depois de uma visita dos fiscais do EPS, foi liberada a criação do curso de Pintura Automotiva. 

— Os fiscais que visitaram o Complexo Km 21, onde são oferecidas as qualificações, ficaram muito satisfeitos com o trabalho desenvolvido no local — afirma o titular da Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos do Idoso (Smasi), Esquerda Carneiro.

Projeto Economia Popular Solidária, criado pela prefeitura de Bagé - fotos gerais do curso de Pintura Automotiva.
Alunos já consertaram 35 veículos durante as aulasFoto: Rodrigo Sarasol / Prefeitura de Bagé

Mais do que ensinar uma nova prática, as oficinas também oferecem serviços à comunidade, como venda de doces e salgados por meio de encomenda no curso de panificação, lixeiras, grades de ferro e placas de trânsito, produzidas nas unidades de caldeiraria e serigrafia, entre outros serviços. A própria prefeitura utiliza os blocos de cimento confeccionados na unidade de Construção Civil para construção dos muros que permeiam as escolas da rede municipal e calçamento de vias. Os produtos são comercializados pela metade do valor de mercado, oferecendo economia aos compradores, e o valor arrecadado é utilizado para compra de novos insumos para os próximos trabalhos.

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No ano passado, a prefeitura de Hulha Negra, cidada vizinha, comprou 57 placas de trânsito confeccionadas pelos beneficiários. O prefeito da cidade, Renato Machado (PP), elogiou a iniciativa. 

— O material é de qualidade e foi o mais barato que encontramos. Já estamos mapeando, também, as estradas do interior do município para solicitar novas sinalizações em breve — afirma.  

Projeto Economia Popular Solidária, criado pela prefeitura de Bagé - fotos gerais do curso de Pintura Automotiva.
Uélerson Dutra quer seguir na profissãoFoto: Rodrigo Sarasol / Prefeitura de Bagé

Oportunidade
Desde a criação do mais novo curso, em andamento há um mês, já foram reparados 35 veículos durante as aulas. Duas turmas, distribuídas entre manhã e tarde, aprendem e desenvolvem as técnicas de espelhamento, polimento, pintura e colocação de massa. Automóveis que compõem a frota da prefeitura poderão ser reparados pelos beneficiários. 

— Os alunos formados na primeira turma serão encaminhados para empresários que fizeram contato com a pasta para realização de um estágio, com possibilidade de contratação — destaca a coordenadora da do EPS, Eliana Parera. 

O estudante Uélerson Dutra, 18 anos, integra a primeira turma e já pensa em seguir trabalhando na área. 

— Sempre gostei da parte da mecânica e reparos em automóveis. Já aprendi a pintar, polir e colocar massa. Estou aproveitando a oportunidade para me aperfeiçoar e fazer dessa minha profissão no futuro — garante. 

Saiba mais sobre os cursos
* A Smasi mantém uma fila de espera para todos os cursos.
* A prioridade é para beneficiários de programas sociais do governo federal.
* A idade mínima é 18 anos.
* Cada curso tem duração de 110h/aula.
* Os cursos ocorrem diariamente, em dois turnos. Os alunos trabalham no local sob supervisão dos orientadores.
* Após a formação, os que optarem podem seguir na produção, que ocorre de acordo com as encomendas.
* Interessados devem contatar com a Secretaria (Avenida São Judas, 796).
* Contatos pelos fones (53) 3247-5290, (53) 3241-6005 e (53) 3241-0055, ou diretamente na sede da secretaria, com RG e comprovante de residência. 

 
 
 
 
 
 
 
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