Guerra de traficantes faz BM reforçar policiamento na Lomba do Pinheiro - Notícias

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Porto Alegre11/01/2018 | 13h31Atualizada em 11/01/2018 | 13h31

Guerra de traficantes faz BM reforçar policiamento na Lomba do Pinheiro

Pelo menos 20 policiais do Batalhão de Operações Especiais dão apoio ao efetivo normal em horários considerados críticos

Uma rixa entre traficantes faz a Brigada Militar reforçar o policiamento no bairro Lomba do Pinheiro, na zona leste de Porto Alegre. O acréscimo de equipes começou após a chacina ocorrida na Rua Deputado Adão Pretto, conhecida como "Beco da Taquara", na parada 9, em 26 de dezembro. Ao menos 20 homens do Batalhão de Operações Especiais (BOE) dão apoio aos PMs do bairro em horários considerados de alto risco de ocorrências violentas. 

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Conforme o Departamento de Homicídios, após a chacina, outras quatro pessoas foram assassinadas somente no bairro. A 1º Delegacia de Homicídios diz já ter certeza que um a desas vítimas está relacionada ao conflito anterior. É o caso de Rodrigo Fernandes Silva da Silva, 38 anos, morto no dia 4 de janeiro, na Rua Alvorada. Em outros dois casos a motivação anda está sendo apurada, e um quarto foi morto em troca de tiros com a Brigada Militar. 

Responsável pela apuração dos crimes, o delegado Rodrigo Reis diz que os conflitos no bairro são motivados por aumento recente na rivalidade entre facções do tráfico de drogas. Ele diz que os problemas são semelhantes aos que vivem demais bairros de Porto Alegre, mas que a geografia da Lomba do Pinheiro é um fator complicador. 

— A Lomba do Pinheiro tem várias paradas, com vilas dentro. Cada localzinho tem uma facção instalada com alguns pontos de venda de droga. Esses criminosos, acabam brigando com outros, de pontos próximos, o que gera um aumento nos homicídios — relata o investigador. 

Conforme o delegado, o ponto crítico da região, atualmente, é a parada 9. Investigações apontam que uma recente saída do sistema prisional de um criminoso da área, que teria tentado retomar a liderança que tinha antes de ser preso, fez com que os ânimos entre os rivais se acirrassem. Os traficantes que assumiram durante a ausência dele estariam resistindo.

— Estamos sempre acompanhando a movimentação, estudando quem são os líderes, quem sai ou não da cadeia, para prevenir e prender os responsáveis — diz Reis.

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O delegado, que ainda não abre detalhes do inquérito da chacina, afirma que o reforço no policiamento vem ajudando a manter o bairro mais calmo. Segundo ele, com os policiais nas ruas, as quadrilhas se sentem intimidadas para realizar o deslocamento dos chamados "bondes", quando se reúne um grande número de bandidos para assassinar rivais. Com mais PMs, as facções permanecem apenas no local onde já possuem domínio para não correrem risco.

O comandante interino do 19º Batalhão de Polícia Militar, major Claudio Alonso, diz que o reforço na região faz parte do monitoramento feito pelo comando da BM e não tem data para terminar. De acordo com o oficial, ao menos oito prisões de homens considerados suspeitos de tráfico foram feitas desde o início da operação na Lomba. 

Outras áreas da zona leste, que vem sofrendo com o aumento do poderio do tráfico, também estão com policiamento reforçado pelo BOE. São os casos dos bairros Cascata, Glória e Vila Maria da Conceição. 

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tráfico foram feitas desde o início da operação na Lomba. 

Outras áreas da zona leste, que vem sofrendo com o aumento do poderio do tráfico, também estão com policiamento reforçado pelo BOE. São os casos dos bairros Cascata, Glória e Vila Maria da Conceição. 

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